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Rubio Alencar - Futebol - Preparação Física e Treinamento Técnico-Tático


A formação do treinador de futebol na Europa e no Brasil – Base para uma reflexão

A formação do treinador de futebol na Europa e no Brasil – Base para uma reflexão

Durante o Curso de Gestão Técnica do Futebol  foi abordado o tema sobre a formação do treinador de futebol  no Brasil e em algumas escolas européias, tais como a espanhola, holandesa e alemã.

Este tema foi muito pertinente na minha concepção, pois o momento vivido pelo futebol brasileiro após a organização da Copa do Mundo 2014 e pelo resultado não obtido pela Seleção Brasileira, houve um questionamento na formação dos profissionais de futebol brasileiro desde os que trabalham nas categorias de base até os treinadores de nível profissional que trabalham nas Séries A,B,C do Campeonato Brasileiro nos aspectos técnicos e principalmente táticos.

O debate em todos os setores que impulsionam o futebol brasileiro, seja ele nos clubes, nas federações, mídias escritas,faladas e televisivas, explanaram e questionaram como são as etapas que devem percorrer aqueles profissionais que almejam ou que aspiram trabalhar com o treinamento de futebol no Brasil, se existe um preparo em relação a formação pedagógica e metodológica destes profissionais no atual mercado brasileiro.

No meu ponto de vista, não podemos generalizar a visão de que os profissionais brasileiros não são ou estão preparados para terem um entendimento do jogo de futebol, temos profissionais capacitados e que estão atualizados com os métodos contemporâneos de treinamento do futebol.

Acredito que devemos sim nos organizar em relação aos cursos que são oferecidos e que estabeleçam uma graduação para que um profissional tenha que passar por níveis de exigências que os tornem capacitados para treinar equipes de futebol nas diversas categorias desde a base nas suas diferentes idades até o profissional, determinando assim uma diretriz na formação destes profissionais como existe na Europa (UEFA) e em alguns países da Ásia (Japão, Coréia do Sul), e Estados Unidos (NSCAA).

Os exemplos oferecidos por estas federações são extremamente importantes pelo simples fato de que o futebol atual tem a necessidade de sempre ser estudado, a globalização em relação aos métodos de treinamento estão crescendo e sendo desenvolvido numa velocidade avassaladora e temos que ter uma visão mais sistêmica daquilo que outras escolas do futebol mundial estão desenvolvendo em seus países.

Fato este que podemos observar no atual momento do futebol mundial, equipes que antes eram denominadas de segundo ou terceiro nível durante a Copa do Mundo de 2014, demonstraram uma evolução tática na sua concepção de jogo muito competitiva.

Baseado nisto, o momento que o futebol brasileiro está vivendo no cenário mundial diante de todos os questionamentos baseado nos resultados desta última Copa, podemos tirar pontos positivos para que haja uma evolução na formação de todos os profissionais da área técnica e inclusive nas áreas de gestão do futebol.

Não podemos deixar de salientar que existem cursos de formação no Brasil de profissionais da área técnica do futebol, mas são de curta duração e insuficientes para abordar os devidos aspectos que seja necessário para uma boa formação destes profissionais.

 

Acredito que este seja o momento ideal para uma reflexão e que através desta possamos buscar um caminho para que o futebol brasileiro evolua ainda mais, analisando quais são os pontos principais que temos que ainda potencializar na formação dos profissionais da área técnica do futebol.



 Escrito por Rubio Alencar às 21h59 [] [envie esta mensagem] []






OS DESAFIOS NA FORMAÇÃO DE NOVOS TALENTOS NAS CATEGORIAS DE BASE DOS CLUBES BRASILEIROS

 

Atualmente uma das maiores discussões em todos os clubes de futebol que investem em suas categorias de base é a forma de como e qual Metodologia de Treino, Filosofia de Trabalho a ser implantado em seus departamentos de formação.

Talvez este seja o maior desafio no momento de novos rumos para melhorarmos ainda mais o futebol brasileiro que na minha opinião passa por um período de transformação, com setores envolvidos diretamente nas mudanças de calendário ( Bom Senso FC), na capacitação de novos treinadores ( Curso CBF, Federações e entidades de classe ( ABTF, SITREPFESP e outros) nas mudanças com relação ao legado que será deixado após a Copa do Mundo (estádios recém construídos).

Estamos num período de reflexão pelo fato de sermos sempre questionados sobre a nossa capacidade de formar novos jogadores, porque acredito que não estamos formando jogadores capazes de serem comparados com os grandes craques do futebol atual.

A pergunta na verdade deveria sempre estar em evidencia nas categorias de base de clubes brasileiros, objetivando evolução nos métodos, melhorando a qualidade dos profissionais envolvidos nos departamentos que deveriam ser as seguintes:

Estamos formando jogadores capazes de resolver problemas em relação a inteligência de jogo nos seus diversos momentos (transições)?

Estamos realizando e transformando nossos métodos e sequências pedagógicas nas nossas categorias para haver uma evolução?

Estamos priorizando uma metodologia tecnicista ou métodologia através de jogos para potencializar tomadas de decisão?

Estamos capacitando nossos profissionais, comissões técnicas e administrativas, incentivando-os na busca de novos conhecimentos?

Estamos atingindo os objetivos na formação competitiva de nossos atletas?

Temos uma política dentro de nosso clube para que estes novos talentos sejam lançados na equipe profissional?

Todos estes questionamentos no meu modo de pensar são de grande relevância para que todos os clubes que possuem investimentos nas categorias de base deveriam repensar e se autoquestionar para que atingissem seus objetivos com maior qualidade e resultados.

 

 

 

 



 Escrito por Rubio Alencar às 22h26 [] [envie esta mensagem] []






Conheça as funções dos músculos posteriores da coxa, os principais fatores de risco e formas de evitar essa lesão comum a corredores e peladeiros

futebol eu atleta (Foto: Getty Images)Corredores e jogadores de futebol teme a famosa "fisgada" no posterior da coxa  (Foto: Getty Images)

Sabe "aquela" fisgada no posterior da coxa que tanto assusta ao final de um treino longo ou durante um jogo de futebol? As lesões nessa região da perna são frequentes em esportes que envolvam corrida, mas nem sempre são graves -podem ir de uma simples sensação dolorosa até uma ruptura de fibras musculares.

Os músculos posteriores da coxa são chamados de isquitibiais e têm ação sobre o joelho e o quadril. O principal papel dessa musculatura durante a corrida é frear um pouco antes do pé tocar o chão. Sem a sua contração nessa fase é como se o pé fosse chutado para frente com força todas as vezes que vai encontrar o chão: o joelho estica muito rápido.  Na fase em que o pé já está em contato com o solo essa musculatura auxilia na estabilização da posição do quadril.

Os principais fatores que aumentam o risco de lesão nos isquiotibiais são:

Fraqueza muscular: os músculos precisam de força para frear o movimento. Se lhes é exigido mais do que suportam pode ocorrer ruptura de fibras musculares. Porém é preciso mais do que “puxar peso” para treinar adequadamente essa musculatura. É necessário um trabalho de ação excêntrica (ao final do texto apresento um exercício para exemplificar);

* Lesão prévia: após uma primeira fisgada, aparentemente inocente, as chances de uma lesão mais grave aumentam. Isto acontece porque ocorre uma inibição do músculo pelo cérebro, que é quem controla toda a atividade muscular (o cérebro faz com que o músculo diminua sua contração e força). Como explicado no caso acima, se o músculo não tem força para dar conta do recado ele acaba sofrendo uma lesão;

Desequilíbrio muscular: falta de força nos músculos do quadril (glúteo máximo, por exemplo) faz com que os músculos posteriores da coxa tenham que trabalhar mais para compensar essa fraqueza, o que gera sobrecarga e lesão.

Fadiga: esse grupo muscular vai perdendo sua potência de ação ao longo do tempo, por isso lesões são mais frequentes no final de treinos e jogos. Alongamento é a primeira coisa que vem a cabeça quando se fala em dor em posterior de coxa não é mesmo? Porém pesquisas científicas mostraram que o alongamento não previne lesão nessa musculatura e pode até mesmo retardar o seu processo de recuperação.

Para treino de ação excêntrica dos músculos isquitibiais pode-se fazer o seguinte exercício: de joelhos, com alguém segurando seus pés, vá inclinando o corpo para frente, sem mexer o quadril. Lembre-se de manter o abdômen contraído.

Embora seja uma tecla já bastante batida, não custa relembrar: o aquecimento antes do treino (uma caminhada ou um trote leve, por pelo menos 10 minutos) é uma medida simples que contribuirá na prevenção da lesão nos músculos posteriores da coxa e tantas outras.Raquel Castanharo (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)



 Escrito por Rubio Alencar às 22h56 [] [envie esta mensagem] []






Treinamento de força x emagrecimento: o papel da musculação nas alterações metabólicas


A
 musculação assume cada vez mais importância em programas de intervenção direcionados a indivíduos com excesso de peso e/ou obesos. 
O treinamento de força consiste basicamente em séries de exercícios com o objetivo de aumentar as capacidades dos músculos, auxiliando o praticante no ganho de resistência e massa muscular. Porém, muito além de apenas proporcionar um melhor condicionamento físico, o treinamento de força pode ser fundamental para as pessoas que visam o emagrecimento. O aumento da massa magra e o consequente aumento das taxas metabólicas de repouso, que repercutem decisivamente no equilíbrio energético diário dos praticantes, faz com que cada vez mais o trabalho de força seja indicado para esse tipo de objetivo. Segundo o doutor e mestre em Biodinâmica do Movimento Humano, Charles Ricardo Lopes, também preparador físico do tenista Ricardo Mello e da tenista Joana Cortez, o treinamento de força não age no emagrecimento, mas sim, na alteração da composição corporal do atleta. “Ao realizar o treino de força, a musculatura se expõe à microtraumas. Durante o treino, se gasta ATP (energia que o corpo precisa para sobreviver), e após o exercício, é necessário regenerar os músculos, havendo um aumento no gasto de energia”, explica Charles, acrescentando que “o trabalho de força altera a taxa metabólica basal e de repouso, e naturalmente, há um aumento de gasto de energia que auxilia na alteração corporal do indivíduo”.

No entanto, a musculação parece apresentar um gasto calórico inferior ao de modalidades aeróbias com intensidades moderadas a altas. O gasto calórico no treinamento depende de diversas variáveis como volume, intensidade, velocidade de execução e intervalo de recuperação entre séries e exercícios. Segundo Charles “os níveis de ATP do grupo agudo não é muito grande se comparado com o treinamento aeróbio”. “Ao tratar de rompimento de tecido muscular, o treino de força possui maior eficácia. Porém, em termos metabólicos, como gasto de gordura e glicose, no aeróbio temos um maior índice de aproveitamento”, ressalta o preparador físico. De acordo com ele, o treinamento de força pode não ter um caráter metabólico durante o treino, mas na recuperação após romper os tecidos musculares, a atividade pode ser positiva com relação ao emagrecimento.  

A característica metabólica do treino de força é anaeróbia, tendo como principais combustíveis energéticos a fosfocreatina e o glicogênio muscular. A fosfocreatina, também conhecida como creatina fosfato ou PCr, é uma molécula de creatina fosforilada, que é um importante depósito de energia nos músculos. Já o glicogênio é um polissacárido (carboidrato) e a principal reserva energética nas células, encontrado principalmente no fígado e nos músculos. “O músculo não usa gordura como energia, e sim, a fosfocreatina e o glicogênio muscular”, explica Charles. “A grande vantagem do treino de força é ser possível preservar e até aumentar a massa muscular, diferente do aeróbio, que não me garante a preservação da massa magra. Na musculação você não perde peso, e sim, medidas!”, diz. 

Alimentação e o treinamento de força

Além de se preocupar com os exercícios que serão realizados, é necessário que o atleta fique de olho na sua alimentação, que deve ser balanceada e diversificada. Segundo a Dra. Ana Luisa Vilela, nutróloga da clínica Slim Form.Uma refeição pré-treino cuidadosamente preparada ajuda o atleta a garantir o máximo de energia, evitando assim que sua massa magra seja queimada durante o treino de força”. “Uma má alimentação no pré-treino pode causar cansaço e desestimular o atleta. Essa refeição deve ser feita entre 40 minutos e uma hora antes do treino, e deve conter de 30 a 40 gramas de proteínas de absorção mais lenta, sendo preferencial o consumo de ovos, frango e atum”, afirma Ana Luisa, explicando que “associar na alimentação carboidratos com baixo índice glicêmico é fundamental, pois os alimentos são digeridos de forma mais lenta e geram um fluxo constante de energia, que também aumenta o potencial de força”. Segundo ela, esse tipo de atleta deve preferir os cerais integrais como aveia e arroz, além de pão integral e batata doce. 

“Vale ressaltar que comer de mais ou de menos também pode prejudicar o desempenho deste atleta, o ideal é que um profissional da área elabore um cardápio adequado à atividade, além de um exame de Bioimpedância”, aconselha. Já no pós-treino o organismo precisa repor o que foi perdido durante a atividade o quanto antes e tudo que for ingerido será absorvido rapidamente. Por isso, cuidado com o que se come! O importante é repor os estoques de glicogênio e fornecer substratos para que as fibras musculares sejam reconstruídas. No pós-treino, optar por carboidratos de alto índice glicêmico e proteínas de rápida digestão como pão branco, suco de frutas, carne magra, batata, macarrão, peito de frango, arroz branco, legumes, queijo branco, geleia e água de coco pode trazer melhores resultados. 

Em treinos que perduram mais de 60 minutos, a nutróloga recomenda a ingestão de 30 a 60g de carboidrato por hora para não haver uma queda do rendimento, além de evitar fadiga e prevenir os sintomas da hipoglicemia. Portanto, é de suma importância o consumo de bebidas esportivas (600 a 1000 ml/ hora), que contêm água, eletrólitos e carboidratos. Outra opção é o carboidrato em pó diluído em água ou gel, que já vem pronto para consumo. 

A alimentação faz parte do tripé que Charles acredita ser essencial para o emagrecimento. Segundo ele, o tripé é composto por alimentação balanceada, treinamento de força e treinamento aeróbio. “Apesar dos benefícios do trabalho de força, sozinho ele não faz milagre”, ressalta. De acordo com ele, qualquer pessoa pode começar um treinamento de força, desde que seja realizada uma avaliação física completa (parte funcional e morfológica). Se o objetivo é emagrecer, é necessário saber como está a composição corporal do praticante. Além disso, o preparador físico acentua que respeitar o repouso é essencial para melhores resultados no treinamento de força. Durante o descanso, a musculatura danificada se recupera e a taxa metabólica é alterada. Por isso, seja de 24h, 48h ou 72h, não importa! Respeite o repouso, tenha uma boa alimentação e intercale o treino para obter melhores resultados e perder aqueles quilinhos que estão incomodando com saúde e qualidade de vida!

Referências bibliográficas

TERJUNG, Ronald L. Adaptações Musculares ao Treinamento Aeróbio. Gatorade sports science institute sports science exchange 14. Novembro/Dezembro - 1997.

COYLE, Edward F. Carboidratos e Desempenho Atlético. Gatorade sports science institute sports science exchange 09. Janeiro/Fevereiro - 1997.

RANKIN, Janet Walberg. Efeito da ingestão de carboidratos no desempenho de atletas em exercícios de alta intensidade. Gatorade sports science institute sports science exchange 30. Julho/Agosto/Setembro - 2001.

BACURAU, Reury Frank. Nutrição e suplementação esportiva-, Phorte Editora, 2000.

KATCH, Frank I. & MCARDLE, William D. Nutrição, exercício e saúde., Ed Medsi, 4ªed, 1996.




 Escrito por Rubio Alencar às 22h54 [] [envie esta mensagem] []






O que é treino proprioceptivo? Para que serve?


Feche os olhos. Você é capaz de dizer se está deitado, sentado ou em pé? Com os olhos ainda fechados, leve sua mão direita a sua cabeça. Acertou o alvo? Agora fique em pé sobre uma perna só e feche os olhos. Conseguiu? Para tudo isso você usou a sua propriocepção.

Propriocepção é a capacidade em reconhecer a localização espacial, a posição e a orientação do corpo e de cada parte dele sem utilizar a visão.

Essa MODALIDADE sensorial permite a manutenção do equilíbrio e a realização de diversas atividades do nosso dia-a-dia, desde levar a mão até o nariz para coçá-lo, até andar, correr, desviar de obstáculos e recuperar o equilíbrio após um tropeço, por exemplo.

Mesmo quando estamos parados nosso corpo oscila e realizamos pequenos movimentos, muitas vezes imperceptíveis, por isso é preciso monitorá-lo o tempo todo para não cair. Esse monitoramento ocorre graças a receptores específicos, os proprioceptores, que são órgãos sensitivos que recebem informações do meio ambiente, que permitem perceber a extensão, a direção e a força do movimento. Esses proprioceptores estão localizados nas cápsulas articulares, ligamentos, tendões e músculos, além do sistema vestibular ou labirinto, localizado no ouvido.

Como ocorre esse processo? Quando pisamos numa superfície irregular, os proprioceptores detectam essa mudança e enviam essas informações para o cérebro, onde são processadas. O cérebro, então, "orienta" os componentes articulares envolvidos a se reajustarem à nova situação para manter o equilíbrio. Chamamos essa resposta de controle neuromuscular.

Detecção da alteração -> processamento cerebral da informação -> resposta motora.

A importância do treinamento proprioceptivo na corrida. Para se ter uma idéia da importância do treinamento proprioceptivo, um ATLETA de 100 metros rasos recupera o equilíbrio cerca de 10 vezes por segundo durante uma corrida. Se seu mecanismo de propriocepção estiver bem preparado ele terá uma resposta mais rápida aos desequilíbrios e assim mais economia de energia, podendo correr mais rápido e melhor.

Além de permitir uma CORRIDA mais econômica, um trabalho adequado de propriocepção previne lesões, pois os proprioceptores se tornam mais "atentos", o que faz com que o processamento cerebral da informação também se torne mais rápido, os reflexos e o equilíbrio melhorem, diminuindo consideravelmente o tempo entre o estímulo (mudança de terreno, desequilíbrio, tropeço, entorse) e a resposta motora. Quanto menor esse tempo, menor será o gasto energético e o stress sobre estruturas ósseas, musculares e ligamentares.

Dessa forma, o treinamento proprioceptivo se torna de fundamental importância para prevenção e no trabalho de recuperação pós-lesão para evitar lesões repetitivas.

Lesão -> déficit proprioceptivo -> controle neuromuscular alterado -> nova lesão.O objetivo do treinamento proprioceptivo é restaurar/maximizar as propriedades sensoriais desses receptores, diminuindo assim o tempo entre o estímulo e a resposta motora.

Esse treinamento nada mais é do que um trabalho de consciência corporal que se inicia de forma consciente e que,

com os exercícios, se torna inconsciente, reflexo. É de suma importância, pois supre a falta de estímulos do corredor que TREINA apenas em um determinado tipo de piso.

Correr é tão importante quanto os exercícios de fortalecimento e alongamento da musculatura, enquanto o treino proprioceptivo deve ser feito porque contribui para saúde das articulações e prevenção de lesões. Apesar de parecerem simples, esses exercícios são muito importantes para que você obtenha uma melhor performance na corrida, por isso, inclua-os em sua rotina.


Fonte Revista Contra Relógio


EVELISE ZAIDAN E PRISCILA FRIAS



 Escrito por Rubio Alencar às 22h53 [] [envie esta mensagem] []






 AMERICAN COLLEGE SPORTS MEDICINE

(Recomendações de Ingestão de Líquidos )

 

. Ingestão de 500 ML a 600 ML  2 horas ou a 3 horas que antecedem o exercício

. 200 a 300 ML  10 a 20 minutos antes do exercício

 

                                                                        DURANTE O EXERCÍCIO

. Durante o exercício a Reposição deve aproximar as perdas pelo suor  e pela urina e pelo menos manter a hidratação ,com perdas máximas mas correspondente a 2% da perda do peso corporal.

 

                                                                     Estratégias de Hidratação

 

. Antes: consumir  de 250 a 500 ML de agua

. Durante: consumir de 50 a 250 ML de agua a cada 15  a  20 minutos.

.  APÓS: Ingestão de líquidos deve ser igual ou superior ao peso corporal que se perde.

 

                                               Bebida esportiva

OBS: Atividades a cima de 1 hora ou atividades intensas abaixo de 1 hora

 

 

                              Maltodestrina (Repositor  Hidroeletrolíticos )

Ø  6  a 8 gramas  em 100 ML de agua

 

                                                                         HIPONATREMIA

É um transtorno de eletrólitos, transtorno dos sais presentes no sangue no qual a concentração de sódio no plasma sanguíneo ‘e menor que o normal.

 

 

                                               Quando ocorre a HIPONATREMIA

 

 

Frequentemente ocorre quando a agua em excesso se acumula no corpo em uma taxa maior do que pode ser excretada.

 

OBS: LEONES. Isso acontece muito, com jogadores que levam para o vestiário duas garrafas de bebidas, energéticas e bebem a vontade sem saber a quantidade certa que tem que beber.

OBS: O atleta entra em uma curva negativa de Performance  na partida , ( câimbra, sudorese)

 

Um forte abraço LEONES e uma temporada de 2013 com paz e sucesso.

 

Brazilian coach: Stefano impagliazzo



 Escrito por Rubio Alencar às 22h52 [] [envie esta mensagem] []






Modificação genética para melhorar performance de atletas pode ser considerada doping

A ciência pode ser usada para beneficiar o homem e o esporte, mas sem equilíbrio, a medida pode levar a prejuízos grandes. A descoberta da modificação genética levou tanto à possibilidade de corrigir defeitos em genes que levavam à doenças, como a distrofia muscular, quanto ao uso de células modificadas para a melhora da performance atlética, no que ficou conhecido como doping genético.

A possibilidade da mudança gênica para a obtenção de melhores resultados no esporte surgiu em 2001 quando um grupo de trabalho especializado em terapia gênica ligado ao Comitê Olímpico Internacional (COI) chamou a atenção do mundo para o tema, mas no esporte de alto nível, segundo o dr. Luiz Carlos Carnevali Junior, coordenador dos cursos de pós-graduação em Educação Física na Universidade Gama Filho, as especulações sobre o uso do doping genético começaram em 2004, durante as Olimpíadas de Atenas, mas a questão só se tornou mais aberta à discussão quatro anos mais tarde, em Pequim. “Para o atleta amador é uma possibilidade difícil de acontecer, porque as manipulações genéticas são feitas em laboratório. No caso dos profissionais, de alto rendimento, o doping genético é mais presente até por conta da pressão dos patrocinadores”, destaca.

Nesse tipo de doping, algumas células do atleta são tratadas de forma refinada e reinseridas em seu organismo e, em artigo escrito por Carnevali Junior, o profissional explica que os genes alvos desse tipo de manipulação “são aqueles que proporcionam o aumento na captação de oxigênio com consequente perda de peso, otimização do metabolismo energético e rápido ganho de massa muscular”. 

Descobrindo o problema

A ideia de manipular as células para a criação de um superatleta não é mais algo apenas encontrado na literatura de ficção, mas pouca gente sabe que isso existe. “O doping genético é uma realidade pouco divulgada por causa da dificuldade de detecção”, diz Carnevali. 

O COI incluiu o doping genético em sua lista de proibições em 2003 e embora a comunidade esportiva acompanhe um atleta, realizando exames frequentes e assistindo suas mudanças de performance, ele sempre pode afirmar que possui uma herança genética familiar que o beneficia a ter a resposta que consegue obter com a prática esportiva. “E não existe nenhum caso comprovado que possamos citar, justamente por causa da dificuldade de detecção e comprovação”, diz o profissional da Gama Filho, que conta que existe um departamento de genoma humano na Universidade de São Paulo (USP), mas diz desconhecer a existência de um departamento genético específico para o estudo no esporte e na educação física no país.

Tem futuro?

Carnevali concorda que o doping genético representa o mau uso de uma boa tecnologia, mas não acredita que, futuramente, a manipulação genética corra o risco de ser legalizada para o uso nos esportes, porque “a liberação não teria limites” e, além disso, esse tipo de modificação nas células não é isento de riscos: “pode gerar uma resposta patológica grave, inclusive afetando os descendentes”, alerta.

Diversos pesquisadores têm estudado as transformações genéticas no esporte, mas ainda há muito o que descobrir e investigar para determinar que essas modificações possam estar aptas a serem usadas com segurança.

Conclusão

    Conclui-se neste estudo que a concentração do lactato verificado no intervalo do jogo é maior que ao final do mesmo. Relacionando os resultados encontrados no intervalo e no final, percebe-se uma possível inibição da via glicolítica láctica, talvez por fadiga/cansaço, conduzindo à diminuição da intensidade de jogo.



Referências

  • BANGSBO J, MOHR M, KRUSTRUP P. Physical and metabolic demands of training and match-play in the elite football player. Journal of Sports Science, 24(7):665-674, 2006.

  • BANGSBO J, IAIA FM, KRUSTRUP, P. Metabolic response and fatigue in soccer. International Journal of Sports and Physiological Performance, 2(2):111-27, 2007.

  • BERTUZZI RCM, SILVA AEL, ABAD CCC, PIRES FO. Metabolismo do lactato: uma revisão sobre a bioenergética e a fadiga muscular. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano,11(2):226-234, 2009.

  • GLADDEN LB. Muscle as a consumer of lactate. Medicine and Science in Sports and Exercise, 32(4):764-771, 2000.

  • GUEDES DP. Composição Corporal. Princípios, Técnicas e Aplicações. 2. ed. Londrina: APEF, 1994.

  • LÉGER LA. LAMBERT J. A maximal multistage 20-m shuttle run test to predict VO2max . European journal of applied physiology, 49: 01-12, 1982.

  • KRUSTRUP P, MOHR M, ELLINGSGAARD H, BANGSBO J. Physical demands during an elite female soccer game: importance of training status, Medicine Science Sports Exercise, 37(7):1242-1248, 2005.

  • KRUSTRUP P, ZEBIS M, JENSEN JM, MOHR M. Game-induced fatigue patterns in elite female soccer. Journal of Strength and Conditioning Research, 24(2): 437-441, 2010.

  • MCARDLE, W.; KATCH, F.I.; KATCH, V.L; Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 5ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2003.

  • MOHR M, KRUSTRUP P, BANGSBO J. Fatigue in soccer: a brief review. Journal of Sports Science, 23(6):593-9, 2005.

  • OLEGINI E, CARDOSO RV, NAVARRO AC. Avaliação da concentração de lactato sanguineo em futebolistas profissionais no campeonato mato-grossense de futebol em 2007. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, 2(8):85-191, 2008.

  • PEREIRA B, SOUZA Junior TP. Metabolismo Celular e Exercício Físico – Aspectos Bioquímicos e Nutricionais. São Paulo. Phorte Editora. 2004.

  • SILVA PRS, INARRA DA, VIDAL JRR, OBERG AARB, FONSECA Junior A, ROXO CDMN, MACHADO GS, TEIXEIRA AAA. Níveis de lactato sanguineo, em futebolistas profissionais, verificados após o primeiro e o segundo tempos em partidas de futebol. Revista Acta Fisiátrica, 7(2):68-74. 2000.

  • VON DUVILLARD SP. Exercise lactate levels: simulation and reality of aerobic and anaerobic metabolism. European Journal of Applied Physiology, 86: 3-5, 2001.




 Escrito por Rubio Alencar às 22h51 [] [envie esta mensagem] []






  • Treinamento de Força e Potência Muscular: uma Breve Reflexão‏

Stefano Implagliazzio
Imagem de COACH STEFANO IMPAGLIAZZO
Amigo é  de conhecimento geral, que a prática regular e periódica da atividade física constituída por exercícios resistidos, modifica progressivamente a estrutura física do corpo humano como um todo. Entretanto, convém destacar que, toda elaboração de exercícios resistidos numa sala de musculação, requer o planejamento de um trabalho muscular particularizado, inserido por outro lado, num programa constituído por séries e repetições distintas, pertencente a um praticante em particular. Contudo, as séries e repetições referentes ao exercício resistido em particular, deve estar por outro lado, em perfeita sintonia com o perfil do praticante de musculação, bem como, com os anseios almejados, direcionando todo o trabalho, seja ele para fins estéticos, terapêuticos ou profiláticos.


Este procedimento consiste por satisfazer três exigências distintas entre si, sendo a primeira, direcionada a propósitos pertinentes à definição ou ao aumento da massa muscular, a segunda, direcionada a propósitos pertinentes à correção ou a desvios posturais, e por fim, a terceira, direcionada a propósitos pertinentes a integridade motora das articulações, quando submetidas a treinamentos de força ou de potência muscular. Os treinamentos de força e de potência muscular são comumente realizados nas academias de musculação, mediante o uso de equipamentos sofisticados, representados por uma ampla variedade de máquinas. As maiorias das salas de musculação são equipadas por máquinas que operaram através de mecanismos e engrenagens simples ou complexas, e ainda, são equipadas por uma ampla e variada gama de instrumentos livres que operam através de mecanismos ou engrenagens simples.

A ampla variedade de instrumentos simples existentes nas salas de musculação serve de agente mecânico para qualquer trabalho muscular, e são representados por aparelhos ginásticos projetados no intuito de utilizar o próprio peso corporal como sobrecarga. Contudo, é possível realizar treinamento de força e de potência por meio de exercícios livres, sem necessariamente estar matriculado numa academia de musculação. Neste caso, é necessário dispor de um espaço apropriado, e ainda, é necessário dispor de acessórios indispensáveis, tais como: banco horizontal, diferentes tipos e formatos de barras, halteres e anilhas com pesos variados, e ainda, dispor de caneleiras e tornozeleiras com cargas variadas. Vale lembrar que, toda atenção deve ser dada quando se pretende treinar em casa. Neste caso, é viável que todo treinamento domiciliar seja devidamente acompanhado por um profissional de educação física, na qualidade de personal trainer.

O aumento da massa muscular, diz respeito ao volume adquirido pelo músculo no sentido estrutural, e este volume adquirido pode variar de acordo com a idade, o sexo, a constituição física do indivíduo, e ainda, de acordo com o grau de esforço a que os músculos são submetidos numa sessão de treinamento com exercícios resistidos. A inatividade prolongada induzida pelo sedentarismo, ao longo do tempo pode provocar perda da massa muscular. Em contrapartida, a atividade física diária, mediante a prática de exercícios resistivos que se dão por meio de esforços musculares progressivos e repetitivos, proporcionam ao longo do tempo, um aumento do volume ou da hipertrofia muscular, e conseqüentemente, um aumento nos níveis de força e de potência muscular.

Importa destacar que, ao passo que os treinamentos de força ou de potência muscular vão sendo realizados repetidamente e mensalmente, os ganhos de hipertrofia e de força adquirido pelo músculo vão ficando mais difíceis, chegando ao ponto de se atingir uma estabilização fisiológica descrita como platô. Este processo de estabilização fisiológica que se dá nas estruturas musculares, segue critérios individuais, segundo a natureza genética ou biológica de cada ser humano. No intuito por ultrapassar o platô, costuma-se recorrer a variações quanto ao método de treinamento empregado, e ainda, costuma-se recorrer ao uso de diferentes tipos de recursos ergogênicos nutricionais, seja por meio da suplementação vitamínica, mineral ou protéica. Cabe destacar que, quanto ao uso do recurso suplementar através da alimentação, é muito importante buscar pela orientação do nutricionista desportivo, a fim de que este profissional elabore estratégias nutricionais que favoreçam o incremento da hipertrofia almejada.

Referências Bibliográficas:
BADILLO, J. J. G.; AYESTARÁN, E. G. Fundamentos do Treinamento de Força - aplicação ao alto rendimento desportivo. Porto Alegre: Artmed, 2001.
BOMPA, T.O. Periodização: teoria e metodologia do treinamento. São Paulo: Phorte, 2002.
CHIESA, Luiz Carlos. Musculação: uma proposta de trabalho e desenvolvimento humano. Espírito Santo: Edufes, 1999.
FLECK, S.J.; KRAEMER, J.W. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular. Porto Alegre: Artmed, 1999.



 Escrito por Rubio Alencar às 22h50 [] [envie esta mensagem] []






JOGOS ACOMPANHADOS NESTE FINAL DE SEMANA 09/10 DE FEVEREIRO

Acompanhei alguns jogos pela Tv neste final de semana, Campeonato Paulista Série A3, Campeonato Paulista Série A2, Campeonato Francês, Final da Copa das Nações Africanas e Campeonato Paulista Série A1.

Como treinador de futebol que sou, tenho que estar por dentro de todos os Campeonatos, Ligas e Competições Internacionais para estarmos atualizados e sempre estudando e aprendendo algo diferente em termos táticos, jogadores nas suas individualidades, formações das equipes nos respectivos campeonatos e etc.

No sábado pela manhã acompanhei São Vicente 1 x 1 América SP válido pela 4ª rodada do Campeonato Paulista Série A3, um jogo muito disputado principalmente pelas bolas longas ou ligações diretas defesa/ataque, e bolas paradas que eram lançadas intensamente nas áreas.

Por se tratar de um campo de dimensões pequenas, a prática do jogo aéreo foi um determinante da partida, pois quando as 2 equipes tentavam saídas de bola a partir da linha defensiva, eram pressionadas e obrigadas e fazer lançamentos longos.

Os gols surgiram de jogada de contra ataque do América num erro de saída de bola do São Vicente e com cruzamento da linha de fundo pegando a defesa mal posicionada dentro da área.

Para o São Vicente foi marcado um pênalti após bola lançada a partir de uma falta lateral e o zagueiro segurando o atacante dentro da área aos 41 do 2º tempo dando números finais a partida.

Neste mesmo dia á noite acompanhei São Carlos 0 x 2 Audax pelo Campeonato Paulista Série A2, jogo pela 6ª rodada de um dos mais dificéis campeonatos disputados nos últimos tempos desta divisão, com equipes fortíssimas candidatas ao acesso para a Série A1.

A equipe do Audax venceu com 2 gols no primeiro tempo da partida após dominar totalmente a equipe do São Carlos, tendo como estratégia a valorização da posse de bola desde a saída da defesa e também mantendo-a no campo do adversário, não dando chances para que a equipe do São Carlos se organizasse.

A movimentação da equipe do Audax dentro de campo com jogadores invertendo posições na saída de bola, sem posições fixas, abrindo o campo no momento da posse e fechando os espaços no momento de transição ataque/defesa foi algo interessante apresentado pela equipe.

O gol anotado pelo Audax a partir de uma bola parada de escanteio onde surpreenderam a equipe do São Carlos realizando um corta luz dentro da área pelo jogador que chegou no primeiro pau e chutado pelo jogador na marca de pênalti após este corta luz foi também uma jogada de escanteio muito interessante.

No domingo tivemos a final da Copa das Nações Africanas onde a equipe da Nigéria venceu Burkina Faso pelo placar mínimo, 1 x 0 com um futebol bonito e que na minha maneira de pensar, os nigerianos jogaram um futebol que sempre arriscava jogadas com dribles velozes, toques de bola envolvendo o adversário e neutralizando as saídas de bola de Burkina Faso, pressionando desde a linha intermediária de ataque.

O Campeonato Paulista da Série A1 prosseguiu com 3 jogos na sua 7ª rodada, onde acompanhei Mogi Mirim 2 x 2 Palmeiras demonstrando que a equipe do interior paulista mais uma vez se preparou bem para a disputa deste campeonato, com jogadores bem preparados fisicamente e taticamente muito aplicados, pois vem fazendo boas partidas jogando um futebol muito competitivo.

Enquanto isto vamos acompanhando mais jogos pelos diversos campeonatos do Brasil e do mundo, verificando aspectos táticos das equipes que nos chama a atenção neste momento.

Até a próxima



 Escrito por Rubio Alencar às 09h28 [] [envie esta mensagem] []






parte 4

 

 

Força muscular, níveis séricos de testosterona e de ureia em jogadores de futebol submetidos à periodização ondulatória

 

 Nelson PacobahybaI; Rodrigo Gomes de Souza ValeI; Sandro Legey P. de SouzaI; Roberto SimãoII; Edil SantosII; Estélio Henrique Martin DantasIII

ILaboratório de Biociências da Motricidade Humana (LABIMH – UCB/RJ) 
II
Universidade Federal do Rio de Janeiro 
III
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana (LABIMH – UCB/RJ). Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade Castelo Branco

 

 

REFERÊNCIAS

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 Escrito por Rubio Alencar às 08h29 [] [envie esta mensagem] []






parte 3

Força muscular, níveis séricos de testosterona e de ureia em jogadores de futebol submetidos à periodização ondulatória

 

 Nelson PacobahybaI; Rodrigo Gomes de Souza ValeI; Sandro Legey P. de SouzaI; Roberto SimãoII; Edil SantosII; Estélio Henrique Martin DantasIII

ILaboratório de Biociências da Motricidade Humana (LABIMH – UCB/RJ) 
II
Universidade Federal do Rio de Janeiro 
III
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana (LABIMH – UCB/RJ). Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade Castelo Branco

Correspondência

 

 

DISCUSSÃO

O G1 foi submetido à periodização ondulatória da força por 12 semanas e apresentou maior nível de testosterona sérica quando comparado ao G2, que passou pela intervenção não periodizada. Este achado é ratificado pelo estudo de Edwards et al.15, que mostra significante diferença estatística para aumento de testosterona total e livre no plasma após exercício físico em jogadores de futebol, atribuído à proporcionalidade do volume e/ou intensidade associado a redução de sobras metabólicas, hemoconcentração e aumento de secreção.

Os resultados do presente estudo são corroborados por Nebigh et al.16, com jogadores de futebol universitários submetidos a treinamento físico durante a puberdade, que encontraram aumento nos níveis de testosterona nestes sujeitosquando comparados ao grupo controle de não praticantes. Justificaram o aumento da massa magra corporal obtida pela ação indireta da testosterona sobre o hormônio do crescimento (GH). Entretanto, o presente estudo não avaliou o desenvolvimento da massa muscular, o que limita estas considerações. Mas, em ambos os estudos, os sujeitos submetidos a treinamento físico apresentaram aumentos nos níveis de testosterona.

Contrariamente à testosterona, houve redução nos níveis de ureia sanguínea no G1, sugerindo uma menor concentração de amônia, que poderia se apresentar elevada durante exercícios físicos pelo aumento da desaminação de aminoácidos. Este metabólito contribui de forma danosa para o prejuízo metabólico de músculos e do cérebro, consequentemente provocando fadiga periférica e central17.

O resultado obtido pelo presente estudo concernente à análise de resíduos de nitrogênio, feito através do metabólito ureia, mostrou expressiva redução intra e intergrupos nos níveis séricos da ureia no G1. Isto demonstra resultado com menor concentração deste metabólito na utilização da periodização ondulatória da força durante 12 semanas. Tal resultado expressa menor depleção de proteínas musculares, pois, segundo Cunha et al.18, a concentração de resíduos de nitrogênio no plasma é indicativa do fracionamento de proteínas musculares, por consequente aumento do estado catabólico.

A intervenção da periodização ondulatória da força a que foi submetido oG1 nesta pesquisa foi também utilizada por Uchida et al.19 com praticantes de treinamento de força e aplicação de séries múltiplas. Encontram redução de hormônio catabólico, o cortisol e consequente redução dos níveis séricos de ureia. Isto pode sinalizar favoravelmente o anabolismo proteico pela prática do treinamento de força, corroborando os achados da presente investigação.

Os resultados encontrados no pré e pós-teste de 1RM para os exercícios agachamento e supino no G1 e no G2 não mostraram diferenças significativas nos ganhos de força. Isto pode ser atribuído à experiência em treinamento de força dos sujeitos envolvidos na pesquisa, o que reduz a modulação neural dos testados, bem como o período de 12 semanas destinado à intervenção não se mostrar suficiente para efetivo ganho de força. Estes resultados têm respaldo no achado de Simão et al.20, que postulam a importância do fator hipertrófico na composição da amostra com indivíduos treinados, afirmando que 12 semanas de intervenção não são suficientes para o desenvolvimento da força com portadores de característica física com grande desenvolvimento muscular.

Em posição adotada pelo American College of Sports Medicine (ACSM)21, sujeitos em elevado estágio de treinamento devem apresentar resultados tardios nas diferenças obtidas em ganho de força em uma ou múltiplas séries. Períodos que variam de quatro a 25 semanas não têm mostrado ser suficientes para mudanças significativas na força. Assim, os resultados na força apresentados nesta pesquisa encontram-se de acordo com o ACSM, uma vez que G1 e G2 foram submetidos a 12 semanas de intervenção.

Os achados encontrados na força de 1RM no G1 e no G2 podem estar relacionados ao fato de que os sujeitos envolvidos em ambos os grupos apresentavam elevado desempenho em corrida de tiros curtos, devido à prática do futebol. Esta relação é relatada por Fleck e Kraemer22 em pesquisa feita com atletas, mostrando que o sistema metabólico utilizado para o exercício de força é o mesmo para tiros curtos. Assim, pode-se inferir que os sujeitos treinados em velocidade de curta distância apresentam melhores resultados nos testes de 1RM, justificando os resultados no G1 e no G2.

 

CONCLUSÃO

Os resultados deste estudo mostraram que a periodização ondulatória da força no treinamento para jogadores de futebol demonstrou ser mais eficaz que o treinamento não periodizado para promover o aumento dos níveis séricos de testosterona e redução dos níveis de ureia. Entretanto, os resultados obtidos para a força muscular não se mostraram diferentes entre as formas de treinamento e merecem futuras investigações que utilizem maior tempo de intervenção e sujeitos de outras categorias de futebol.

 

 

 



 Escrito por Rubio Alencar às 08h26 [] [envie esta mensagem] []






Parte 2

 

PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS

Avaliação antropométrica

Para a avaliação da massa corporal e estatura, foi utilizada uma balança mecânica de capacidade de 150kg e precisão de 100g com estadiômetro da marca Filizola (Brasil). Para ambas, foi utilizado o protocolo da International Society for the Advancementof Kinanthropometry12. O percentual de gordura (% gordura) foi avaliado através do protocolo de sete dobras cutâneas com a utilização de um adipômetro científico da marca Lange (Suíça) com resolução de 1mm13.

Coleta sanguínea

O sangue foi coletado após um período de jejum de 12 horas, no período da manhã, compreendido entre oito e 11 horas, para avaliar os níveis de testosterona sérica. Foi necessário, aproximadamente, 0,2ml de soro para realizar a determinação em duplicata. Os procedimentos de análise seguiram os passos a seguir: coletou-se perto de 4-5ml de sangue em tubo de ensaio adequadamente rotulado e guardar a coagulação. O sangue foi centrifugado e removeu-se o soro cuidadosamente. Armazenou-se a 4ºC por até 24 horas a menos 10ºC ou menos se o teste for realizado mais tarde. Foi utilizado o KIT ELISA Diagnostic Biochen Canadá Inc. Direct Testosterona,1973. Enquanto que para análise da ureia foi colhido soro, plasma com EDTA. Este kit foi usado como método de determinação da atividade da urease, sendo mantida temperatura de armazenamento de 2 a 8ºC.

Avaliação da força

A avaliação da força foi realizada pela aplicação do teste de uma repetição máxima (1RM), seguindo o protocolo de Baechle14. Todos os testados tinham experiência mínima de 12 semanas de treinamento de força e foram devidamente informados quanto à forma de avaliação que se submeteram. A avaliação da força foi realizada na íntegra pelo mesmo avaliador cuja confiabilidade foi testada, de forma aleatória, com 10 sujeitos uma semana antes do experimento, com intervalo de 72h entre os testes, apresentando um coeficiente de correlação intraclasse (ICC) de 0,93.

Cada sujeito foi orientado a realizar uma série de movimento com gesto motor realizado no teste, que compreendeu: supino horizontal – indivíduo em decúbito dorsal, pés apoiados no solo, cotovelos estendidos, mãos supinadas empunhando a barra com distância lateral de 20cm à linha de cada ombro, executado em banco de supino com apoio para barra da marca Righetto (Brasil). O movimento consistiu na flexão dos cotovelos, até que a barra toque levemente o tórax na direção dos mamilos e seja feita a extensão total dos cotovelos; agachamento – indivíduo na posição de pé, com pés em pequena abdução e a barra apoiada próxima à região cervical e foi utilizado cavalete de agachamento da marca Biotech (Brasil). O movimento consistiu em flexionar os joelhos até 90º e retornar à extensão total.

Em ambos os movimentos não foram permitidas mudanças nas posições anatômicas para não comprometer a fidedignidade dos testes. Houve três minutos de intervalo antes da primeira tentativa, sendo realizada uma única repetição em cada tentativa. Entre cada tentativa executada ou não, foi dado intervalo de cinco minutos. Foi colocada uma carga menor sempre que não se realizou uma tentativa.

Intervenção

Os sujeitos do G1 foram submetidos à periodização ondulatória da força, com frequência de três vezes por semana durante 12 semanas. Executaram 4-6RM, 8-10RM, 12-15RM no primeiro, segundo e terceiro dia de cada semana de intervenção, respectivamente. Foram utilizados na intervenção os seguintes exercícios: hackmachine, cadeira extensora, mesa flexora, cadeira adutora, flexão de tornozelos, desenvolvimento de ombros na máquina, puxada pela frente, supino reto, flexão de quadril na máquina e abdominais. Durante a intervenção, foram utilizados equipamentos da marca Righetto (Righetto Fitness Equipment; Rua Itacuruça, 568, Jardim Aeroporto, Campinas, Brasil). O G2, sofreu intervenção de treinamento não periodizado no qual foram feitas 3x10RM três vezes semanais, mantendo inalterados volume e intensidade, utilizando os mesmos exercícios descritos para G1.

 

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Os dados foram tratados pelo pacote estatístico SPSS 14.0 e apresentados como média e desvio padrão. A normalidade e a homogeneidade de variância dos dados foram analisadas pelos testes de Shapiro-Wilk e Levene, respectivamente. Foi utilizada a análise de variância (ANOVA) de medidas repetidas, sendo o primeiro fator os grupos (G1 e G2) e o segundo fator as medidas repetidas (pré e pós-teste), seguida do post hoc de Tukey para localizar as possíveis diferenças. Adotou-se o valor de p < 0,05 para significância estatística.

 

RESULTADOS

Figura 1 apresenta os resultados da análise da testosterona nas fases pré e pós-intervenção. Observaram-se aumentos significativos no G1 (∆ = 3,70ng/dl; p = 0,0001) e no G2 (∆ = 3,70ng/dl; p = 0,0001) nas comparações intragrupos. No pós-teste, o G1, que foi submetido à periodização ondulatória da força, apresentou os níveis de testosterona mais elevados que o G2 (∆ = 2,13ng/dl; p = 0,009).

 

 

Figura 2 apresenta os resultados da análise da ureia nas fases pré e pós-intervenção, em que foram observadas diferenças significantes intra e intergrupos. Nos resultados apresentados, verifica-se redução significativa nos níveis de ureia apenas no G1 (∆ = –3,08mg%; p = 0,0001) após a intervenção de periodização ondulatória da força. O G2 não obteve alterações. No pós-teste, o G1 apresentou menores níveis de ureia que o G2 (∆ = –1,36mg%; p=0,026).

 

 

Figura 3 apresenta os resultados do teste de 1RM nos exercícios de agachamento e supino horizontal do G1 e do G2. Observou-se que não houve diferenças significativas nas comparações intra e intergrupos.

 

 



 Escrito por Rubio Alencar às 08h24 [] [envie esta mensagem] []






Força muscular, níveis séricos de testosterona e de ureia em jogadores de futebol submetidos à periodização ondulatória

 Nelson PacobahybaI; Rodrigo Gomes de Souza ValeI; Sandro Legey P. de SouzaI; Roberto SimãoII; Edil SantosII; Estélio Henrique Martin DantasIII

ILaboratório de Biociências da Motricidade Humana (LABIMH – UCB/RJ) 

IIUniversidade Federal do Rio de Janeiro 
III
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana (LABIMH – UCB/RJ). Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade Castelo Branco

Correspondência

 RESUMO

O objetivo do presente estudo foi avaliar a força muscular e os níveis séricos basais de testosterona e ureia em atletas de futebol. Vinte e quatro jogadores de futebol, em período pré-competitivo, tiveram amostra de sangue coletada para análise da concentração de testosterona e ureia. Em seguida, realizaram os testes de 1RM para o exercício supino horizontal e agachamento. Após a coleta de dados, foram divididos de forma aleatória em dois grupos que foram submetidos a programas de periodização ondulatória (G1) e não periodizado (G2) por 12 semanas. A ANOVA de medidas repetidas mostrou que houve aumento na concentração de testosterona sérica no G1 (∆ = 3,70ng/dl; p = 0,0001) e no G2 (∆ =1,81ng/dl; p =0,035) e redução nos níveis de ureia apenas no G1 (∆ = - 3,08mg%; p = 0,0001). O G1 mostrou maiores níveis de testosterona (∆ = 2,13ng/dl; p = 0,009) e menores de ureia (∆ = -1,36mg%; p = 0,026) no pós-teste quando comparado ao G2. Os testes de 1RM não apresentaram diferenças significativas. A periodização ondulatória da força no treinamento para jogadores de futebol demonstrou ser mais eficaz que o treinamento não periodizado para promover o aumento dos níveis séricos de testosterona e redução dos níveis de ureia.

Palavras-chave: hormônios, educação física e treinamento, futebol.

INTRODUÇÃO

No futebol, a força é associada aos desempenhos funcionais de alta intensidade. As rápidas mudanças de direção e velocidade de deslocamento são exigências frequentes nas partidas de futebol e fundamentais na marcação, drible e tática de jogo1. Estas exigências podem ser influenciadas pela performance humana e atlética, sendo dependentes da força e potência muscular. Desta forma, o conhecimento dos níveis de força muscular contribui para prescrição de exercícios de reabilitação, bem como para o desenvolvimento de propriedades atléticas2.

O aumento da força é associado a uma melhor coordenação neural, bem como o incremento na área de seção transversa do músculo. O aumento de massa muscular é dependente da síntese proteica, sendo esta influenciada pelas respostas endógenas dos diversos hormônios anabólicos, dentre os quais se destaca a testosterona3.

Este hormônio é necessário para manutenção da massa muscular e anabolismo em humanos, embora isto ocorra por vias ainda não muito claras, mas mostra-se importante para estrutura e função do músculo esquelético4. Kuoringet al.5 observaram aumento de força isométrica e da massa muscular de membros inferiores, ratificando a interação da testosterona endógena com receptores de androgênio (RA) na fase de recuperação, com consequente aumento da síntese proteica, hipertrofia muscular e força.

Contrariamente à testosterona, o cortisol, hormônio de característica catabólica pela sua função hiperglicemiante, aumenta a taxa de degradação proteica, sendo expressa pelos níveis de ureia6. Esta é definida como uma diamida, que inicia seu ciclo na mitocôndria do fígado, mas forma os três passos subsequentes no citosol e resulta do breakdown das proteínas às suas unidades básicas que são os aminoácidos. A ureia circula no sangue e, posteriormente, é excretada na urina7.

A concentração de ureia no sangue é dependente dos exercícios físicos, que, por sua vez, têm como importante componente a força muscular. A combinação do número de repetições, séries e sobrecarga são os componentes do treinamento de força, embora ainda não esteja claro qual a melhor combinação das referidas variáveis para uma melhor resposta8.

O treinamento de força na musculação é bem difundido como ferramenta do treinamento esportivo e pode ser periodizado ou não. O treinamento não periodizado caracteriza-se pela manutenção do volume e intensidade. O periodizado, subdividido em linear e ondulatório, apresenta alternância entre volume e intensidade. A periodização linear, também denominada de clássica, pode sofrer alterações inversas constantes de intensidade e volume de treinamento ao longo do período preparatório, porém sempre objetivando uma específica manifestação da força. Já a periodização ondulatória caracteriza-se pela constante alteração de volume e intensidade nas diferentes sessões de treinamento de força9.

A periodização ondulatória tem sido aplicada para suprir deficiências no calendário de modalidades como o futebol, em que os times são levados a jogar duas vezes por semana por até 10 meses e meio por ano10. Devido a essa exigência, este modelo de periodização trabalha todas as manifestações da força que são exigidas na modalidade em questão.

Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a força muscular e os níveis séricos basais de testosterona e ureia em atletas de futebol submetidos a programas de periodização ondulatória e não periodizado.

MATERIAIS E MÉTODOS

Amostra

Participaram desta pesquisa todos os 24 atletas da equipe de futebol de campo da Associação Desportiva Cabofriense, da categoria sub 20. Os sujeitos deveriam estar em plena atividade desportiva, isentos de lesões osteomioarticulares ou qualquer outra enfermidade limitante à prática do exercício. Eles foram divididos de forma aleatória em dois grupos: grupo 1 (G1), formado por 12 sujeitos (massa corporal: 64,7 ± 6,6kg, estatura: 172,3 ± 5,9cm, % de gordura: 5,2 ± 2,8, idade: 17,5 ± 1,0 anos) que foram submetidos a 12 semanas de treinamento de força com periodização ondulada e grupo 2 (G2), formado por 12 sujeitos (massa corporal: 66,1 ± 4,8, estatura: 177,2 ± 6,1cm, % de gordura: 5,1 ± 1,2, idade: 17,7 ± 0,5 anos) que foram submetidos a 12 semanas de treinamento de força não periodizado.

Todos os procedimentos usados neste estudo foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Castelo Branco (protocolo n. 0091/2008) e os sujeitos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conforme a Declaração de Helsinki11.

 

 



 Escrito por Rubio Alencar às 08h23 [] [envie esta mensagem] []






Risco do Consumo Excessivo de Proteínas

Risco do consumo excessivo de proteínas

As proteínas são essenciais para o corpo humano, formando mais de 50000 compostos protéicos, dos quais 65% estão concentrados no tecido muscular. Dentre as proteínas corporais estão: hormônios, enzimas, anticorpos, proteínas de transporte (Ex.: hemoglobina, albumina, globulina), proteínas estruturais formadoras de pele, unhas, cabelos, tendões, ligamentos, músculos, órgãos e ossos. Além disso, depois de sua degradação ela pode ser desaminada e convertida em glicose e servir como fonte de energia para o corpo.

Carboidratos, proteínas e lipídeos compõem o grupo dos macronutrientes. Carboidratos e gorduras são compostos apenas de carbono e hidrogênio, enquanto as proteínas se diferenciam por possuírem também nitrogênio em sua composição. Em termos energéticos, as proteínas fornecem o mesmo que carboidratos, 4 kcal por grama, e os lipídeos 9 kcal por grama.

Estruturalmente as proteínas são compostas de uma combinação de aminoácidos. Estes estão em constante movimento no corpo, principalmente entre fígado, músculos e sangue, processo denominado de turnover protéico. Esse processo é necessário para que os aminoácidos desempenhem todas suas funções no corpo.

Sobrecarga dos rins e fígado:

Não é de hoje que se ouve frequentemente que o consumo excessivo de proteínas pode sobrecarregar o funcionamento do fígado e dos rins. Vamos discutir o que leva a essa sobrecarga.

Antes dos aminoácidos poderem servir como fonte de energia, eles necessitam perder seu grupo nitrogenado através de um dos dois processos seguintes:

1. Desaminação: trata-se da retirada do grupamento amino (NH3+) de um aminoácido, o qual é convertido em amônia e uréia no fígado. Estes, por sua vez, são removidos do corpo pelos rins e pelas glândulas sudoríparas. Quando o grupamento amino é retirado do aminoácido, o que sobra é um esqueleto de carbono, que irá ser convertido em glicose no fígado, processo denominado gliconeogênese. Esse processo é bastante ativo em dietas muito altas em proteína e em jejum prolongado (mais de 4 horas sem se alimentar).

2. Transaminação: é a conversão de um aminoácido em outro. Ocorre quando um grupamento amino (NH3+) de um aminoácido é transferido para um esqueleto de carbono formando um novo aminoácido. Esse processo necessita de vitamina B6 como cofator. Essas reações dependem basicamente de suas enzimas para acontecer: ALT ou TGP – alanina aminotransferase, e AST ou TGO– aspartato amino transferase. Essas duas enzimas são bastante utilizadas como marcadores de dano no hepatócitos (células do fígado). Em dietas hiperprotéicas esses valores podem aparecer elevados ao exame de sangue.

Uma ingestão excessiva de proteínas irá aumentar a utilização desses dois mecanismos, levando a uma maior sobrecarga do fígado e dos rins. Mas quanto seria uma ingestão excessiva?

Não há um consenso sobre isso, mas o que a maior parte das publicações científicas chegou e o que a International Society of Sports Nutrition recomenda é que dependendo do tipo de esporte praticado, a ingestão protéica deve oscilar entre 1,4 e 2,0 gramas de proteína por quilograma de peso corporal por dia. Para exercícios de resistência (Ex.: endurance) 1,0 a 1,6g/kg e exercícios resistidos ou de força 1,6 a 2,0g/kg.

Ingestões maiores do que 2 gramas por quilograma de peso corporal por dia não têm demonstrado ganhos adicionais na composição corporal de praticantes de exercícios físicos de força.Além disso, dietas muito hiperprotéicas podem trazer danos aos rins, fígado e aumentar a excreção de cálcio urinário.

Outro ponto importante é que este tipo de dieta pode aumentar o risco de desidratação, pois a uréia, produto do metabolismo das proteínas, que estará em maior quantidade no sangue em dietas hiperprotéicas, é eliminada via urinária e solubilizada em água. Com isso, uma maior quantidade de água é perdida pela urina.

Então, atletas e praticantes de exercícios físicos muitas vezes não têm que aumentar sua ingestão de proteína em relação à sua dieta habitual. Além da quantidade de proteína da dieta, outros fatores são de extrema importância para a melhora da performance e da composição corporal, como: quando ingerir essas proteínas e quais proteínas consumir. É sobre isso que falarei na próxima matéria.

É sempre bom lembrar que esses e outros aspectos devem ser avaliados pelo seu nutricionista, para o planejamento de uma dieta individualizada, voltada para o seu objetivo e que não traga riscos para a sua saúde.
Referências:
2. http://kidney.niddk.nih.gov/Kudiseases/pubs/utiadult/#risk Disponível em: risco http://kidney.niddk.nih.gov/Kudiseases/pubs/utiadult/ #.  Acessado em 18 de janeiro de 2010. 
3. Mounnissamy VM, Kavimani S, Gunasegaran R. A atividade antibacteriana de gossypetin isoladas de hibiscus sabdariffa.  O anti-séptico.  Mar 2002, 99 (3): 81-2. 
4. Hess MJ, PE Hess, MR Sullivan, M Nee, SV Yalla.  Avaliação de comprimidos de cranberry para a prevenção de infecções do trato urinário em pacientes com lesão medular com bexiga neurogênica.  Medula Espinhal.  2008 Sep; 46 (9) :622-6. 
5. Bailey DT, C Dalton, Daugherty Joseph F, et al.  Pode um extrato concentrado de cranberry prevenir infecções recorrentes do trato urinário em mulheres?  Um estudo piloto.  Phytomedicine 2007, 14 (4) :237-41. 
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7. Pinzón Arango-PA, Y Liu, Camesano TA.  Papel do cranberry nas forças de adesão bacteriana e as implicações para Escherichia coli penhora célula-uroepithelial.  J Med Food.  Abril 2009, 12 (2) :259-70. 
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9. YL Lee, Owens J, L Thrupp, Cesário TC.  O suco de cranberry tem atividade antibacteriana?  JAMA.  2000 05 de abril, 283 (13): 1691. 
  • Stefano Impagliazzo



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 Pausa entre as Séries Estimula o GH?

Umas das maiores dúvidas de diversos atletas e professores em musculação se refere em relação a pausa entre as séries de exercícios, os famosos intervalos. Para que possamos discutir esse assunto, se faz necessário relembrar alguns conceitos:

Intervalo é  a qualidade do descanso, como ele deve ser. Segundo Matveiev(1990) o descanso tem na atividade física duas funções principais:

1.º Assegura a recuperação da capacidade de trabalho depois da aplicação da carga, permite a sua repetição;

2.º É um dos meios da otimização do efeito com “carga “.segundo Zakharov(1992), ocupa um dos  princípios fundamentais no desenvolvimento da capacidade do indivíduo em adquirir uma boa performance.

Sendo assim, os intervalos entre as séries são de suma importância para um efetivo resultado. Estes podem ser: Rígido, ordinário e extremo.

Intervalo Rígido - Pré- fixado independente da fonte energética(tipo descansar 2 minutos e retornar),Utilizada, podendo ou não ser suficiente para a recuperação do estímulo. Normalmente utilizado em trabalhos Glicolítico “Débito de O2”.

Intervalo Ordinário - caracteriza-se por existir uma  preocupação com a recuperação do estímulo anterior, para que assim possa existir Um melhor efeito  de treinamento na secção, na unidade e em toda temporada de atividade.

Intervalo Extremo - Por ser muito longo não promove adaptações ao treinamento, sendo mais indicado para o treinamento de técnica de movimento, ou teste Neuromusculares. Estes podem ter 3 características de manifestação.

Intervalo ativo - É caracterizado por movimentos mais brandos, geralmente cíclicos, Com intensidade inferior ao exercício propriamente dito. Técnica normalmente utilizada, segundo MacArdle e Katch (1998) Em exercícios que provocam acúmulo de lactato, onde o “contra- Esforço” difere segundo a intensidade do exercício. Exemplo: 29% a 45% do Vo2Máx. Para bicicleta, 55% a 70% do  VO2 Máx, para corrida na esteira rolante.

Intervalo passivo - É o tipo de intervalo que se caracteriza pela maneira que o indivíduo Se recupera após o esforço, que costuma a ocorrer sem realização de Movimento. Normalmente é utilizado nos exercícios de longa duração, com pequeno acúmulo de lactato. A ressíntese das fontes energéticas no abastecimento de O2 no sangue, A hemoglobina muscular e líquidos corporais, segundo McArdle & Katch(1998), tem na recuperação passiva, sua maior eficácia.Intervalo passivo/ativo, ou também conhecido como misto (Pereira 1992) trata-se de intervalos entre os esforços, manifestando-se de maneira passiva, ora de maneira ativa, como nos exemplos anteriores, segundo Zakharov(1992) em atividades de predominância lática.

Na maioria dos treinos em musculação são utilizados o rígido passivo ou o ordinário passivo. Nesse artigo procura-se elucidar os efeitos desse intervalo sobre o Hormônio do crescimento(GH).

Poucos estudos demonstraram alterações agudas do hormônio do crescimento (GH)advindas de diferentes intervalos de recuperação (1, 3, ou 5min) entre séries de exercício resistido (KRAEMER et al., 1990; KRAEMER r et al., 1991; KRAEMER et al., 1993; ; KRAEMER et al., 1997).

Recentemente,Ahtiainen et al. (2005) compararam os efeitos crônicos de dois protocolos de treinamento resistido que se diferenciavam apenas pelo intervalo de recuperação (120s vs 300s), na produção hormonal, por um período de 6 meses. Os autores relataram que ambos os protocolos obtiveram significativamente maiores concentrações do GH em relação às concentrações de repouso após uma sessão de exercícios resistidos. Porém, após o treinamento de seis meses não encontraram diferenças significativas em relação às concentrações basais. Já relatou que a magnitude das respostas hormonais (GH) agudas em mulheres treinadas parece ser maior com 30s de intervalo entre séries quando comparada com intervalos mais longos (60 ou 120s),( MARTINS VELOSO; FRANÇA e BOTTARO,2008).

Outra pesquisa realizada por Kraemer et al. (1993), utilizando os mesmos protocolos e procedimentos do estudo de Kraemer et al. (1990), realizada com mulheres (n = 9),apresentou resultados semelhantes para o protocolo que utilizou 10RM com 60 segundos, comparado ao protocolo que utilizou 10RM com 180 segundos de intervalo de recuperação entre as séries. No protocolo que utilizou 60s de intervalo, foram encontrados aumentos significativos nas concentrações de GH nos momentos logo após a sessão de treinamento (T1),5 minutos (T5) e 15 minutos ao final da sessão (T15).

Recentemente, Goto et al. (2005) realizaram um estudo crônico de 12 semanas, no qual compararam os efeitos de séries fracionadas na concentração do GH. No protocolo contínuo, nove homens realizaram de três a cinco séries de 10RM, com 60 segundos de intervalo entre as séries. No protocolo fracionado, nove homens realizaram de três a cinco séries de 10RM, com 30 segundos de intervalo entre a quinta e a sexta repetição de cada série.O grupo que realizou as séries contínuas obteve significativamente maiores concentrações do GH do que o fracionado. As diferenças significativas, em relação aos grupos, foram encontradas em T15 e T30, chegando a concentrações de aproximadamente 16 ng/ml em T15, subindo para aproximadamente 17 ng/ml em T30.

Smilios et al. (2003) mostraram em sua pesquisa, realizada com 11 homens, diferenças significativas nas concentrações do GH, quando compararam vários protocolos com quatro exercícios (supino reto, puxada pela frente, agacha mento e desenvolvimento). Eles 8 relataram aumentos no GH após o treinamento resistido quando utilizaram quatro séries de 10 repetições com 75% de 1RM e intervalo de recuperação de 120 segundos, com maiores concentrações em T1 (15 ng/ml). No protocolo que realizou quatro séries de 15 repetições com 60% de 1RM e intervalos de recuperação de 60 segundos, foram observados concentrações de 20 ng/ml.

Pullinen et al. (2002) também utilizaram em seu estudo um intervalo curto de recuperação entre as séries (40 segundos). O estudo foi realizado com 18 voluntários, seis homens, seis mulheres e seis adolescentes, e consistia em executar cinco séries de 10 repetições na cadeira extensora, com 40% de 1RM. Após as cinco séries, era dado um intervalo de 180 segundos para realizarem mais duas séries até a exaustão, com o intervalo de recuperação entre essas duas séries de 180 segundos. Todos os grupos obtiveram aumentos nas concentrações do GH em relação aos valores de repouso. O menor intervalo de recuperação utilizado por Takarada et al. (2000) e Pullinen et al. (2002) pode ter ocasionado aumentos significativos nas concentrações do GH.

Conforme observado entre esses autores acima descritos, os intervalos de 30 a 60 segundos entre as séries parecem favorecer uma maior produção de GH durante o treinamento. É fato que o GH é de suma importância para hipertrofia muscular, dessa forma, utilizar em um determinado período da periodização do treinamento intervalos mais curtos favorecem a produção de GH.

Takarada et al. (2000) observaram os efeitos do treinamento resistido com oclusão e sem oclusão do membro inferior, para verificar as concentrações do GH. O estudo consistia em realizar cinco séries com 20% de 1RM até a exaustão, na cadeira extensora, com 30 segundos de intervalo de recuperação entre as séries.Foram encontrados aumentos significativamente maiores nas concentrações do GH no protocolo que realizou o exercício com oclusão, comparados com o protocolo que realizou sem oclusão.

Outro fator que possibilita uma maior produção de GH durante o exercício parece ser a oclusão muscular. Essa oclusão pode acontecer de duas maneiras: Através do próprio exercício intenso com intervalos curtos, ou através de uso de componentes externos(faixas, bandanas, etc).

Considerações Finais

Que tal mudar um pouco o seu treino, modifique em um dado período de treinamento as pausas entre as séries e observem os efeitos no crescimento muscular. Mas lembre-se que não se deve treinar o tempo todo assim, a variância no treinamento é de suma importância na produção hormonal, nas adaptações neurais e no recrutamento no tipo de fibra muscular.

REFERÊNCIAS
1. AHTIAINEN JP, Pakarinen A, Alen M, Kraemer WJ, Häkkinen K. Short vs. Long Rest  Period Between the Sets in Hypertrophic Resistance Trainining: Influence on Muscle Strength, Size, and Hormonal Adaptations in Trained Men. J. Strength Cond. Res. , 2005; 19(3), 572-582.
2. GOTO K, Ishii N, KIZUKA T, TAKAMATSU K. The Impact of Metabolic Stress on Hormonal  Responses and Muscular Adaptations. Med. Sci. Sports Exerc 2005; 37(6): 955-963,.
3. KRAEMER WJ. A series of studies: The physiological basis for strength training in American football: Fact over philosophy. J Strength Cond Res 1997; 11: 132-42.
4. KRAEMER WJ, FLECK SJ, DZIADOS JE, HARMAN EA, MARCHITELLI LJ, Gordon SE, et al. Changes in hormonal concentrations after different heavy-resistance exercise protocols in women. J Appl Physiol 1993; 75: 594-604. 
5. KRAEMER WJ, GORDON SE, FLECK SJ, MARCHITELLI LJ, Mello R, DZIADOS JE, et al. Endogenous anabolic hormonal and growth factor responses to heavy resistance exercise in males and females. Int J Sports Med 1991; 12: 228-35. 
6. KRAEMER WJ, MARCHITELLI L, GORDON SE, HARMAN E, DZIADOS JE, MELLO R, et al. Hormonal and growth factor responses to heavy resistance exercise protocols. J Appl Physiol 1990; 69: 1442-50. 
7. McARDLE, William D.; KATCH, Frank I. & KATCH, Victor L.. Fisiologia do Exercício, Energia, Nutrição e Desempenho Humano, 4a ed. Editora Ganabara Koogan S.A., Rio de Janeiro – RJ, 1998. 
8. MARTINS, Breno; VELOSO, João; FRANCA, Jônatas de Barros e Bottaro, Martim. Efeitos do Intervalo de Recuperação Entre Séries de exercícios resistidos no hormônio não Jovens Crescimento in Mulheres. Rev Bras Med Esporte [online]. 2008, vol.14, n.3, pp 171-175. ISSN 1517-8692. http://dx.doi.org/10...22008000300002. 
9. MATVÉIEV, L. (1990). O Processo de Treino Desportivo. Cultura Física - 2ª edição, Lisboa, Livros Horizontes.
10. PEREIRA, Ney A. Filho; GOMES, Antônio Carlos. Cross Training Uma abordagem Metodológica. Rio de Janeiro, 1992. APEF.
11. SMILIOS, I.; PILIANIDIS, T.; KARAMOUZIS, M.; TOKMAKIDIS, S.  Hormonal Responses after  Various Rsesistance Exercise Protocols. Med. Sci. Sports Exerc., Vol. 35, Nº 4, pp. 644-654, 2003.
12. TAKARADA, Y., NAKAMURA, Y., Aruga S., et al. Rapid Increase in Plasma Growth Hormone After  Low-intensity Resistance Exercise with Vascular Occlusion.  J. Appl. Physiol. 88:61-65, 2000.
13. ZAKHAROV ,A.; GOMES, A.C. A Ciência do Treinamento Desportivo. Rio de Janeiro: Palestra Sports,1992. 


COACH Stefano Impagliazzo



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