Rubio Alencar - Futebol - Preparação Física e Treinamento Técnico-Tático


Falta de fortalecimento muscular na região da bacia pode prejudicar o quadril‏

Musculatura fraca é responsável por lesões

O quadril, na verdade, é uma articulação formada pela união entre a pelve e o fêmur, o osso da coxa. Um estudo publicado este ano na revista Sports Health por pesquisadores da Universidade de Calgary, Canadá, culpa o quadril por boa parte das lesões nos joelhos e abaixo deles sofridas por corredores. A pesquisa diz que até problemas como a tendinite de Aquiles e dores na sola do pé têm muito mais a ver com a falta de fortalecimento da musculatura da bacia do que com quantos quilômetros o atleta corre.

Os músculos dessa região são responsáveis pela estabilização da perna durante a corrida. Se estão enfraquecidos ou ficam fatigados facilmente, há menos controle da perna e o risco de se machucar aumenta, afirma Reed Ferber, diretor da Clínica de Lesões causadas pela Corrida da universidade. "Vários trabalhos já mostraram que mais de 70% dos corredores têm alguma lesão a cada ano e mais de 80% delas ocorrem abaixo do joelho", afirma.

 A falta de fortalecimento muscular na região da bacia aumenta a força sobre os joelhos e os pés quando o atleta está correndo. Depois de 4 a 6 semanas de musculação, 22 dos 24 corredores estudados aumentaram entre 35% a 51% a força do abdutor do quadril e disseram sentir menos dor. "Isso mostra o quanto esse tipo de trabalho é importante não só para a reabilitação do atleta, mas para a redução do risco de lesões."  Quer evitar dores nessa área? Faça 3 séries de 10 repetições cada de exercícios específicos para o quadril.

As mais comuns

 A grande maioria das lesões que afetam a bacia são resultado de distensões musculares, como é o caso da tendinite do quadril. Uma pesquisa feita em julho no Brasil com corredores amadores revelou que as mulheres são as mais afetadas pelo problema: 10% delas afirmaram sofrer do mal, enquanto apenas 4% dos homens que correm regularmente disseram ter sido prejudicados por ele. "As distensões afetam principalmente corredores de longa distância e aqueles que fazem muitas provas de intensidade alta, por exemplo, que incluem subidas", esclarece o ortopedista. "Diante da distensão, o atleta deve repousar o músculo afetado. Se continuar a movimentá-lo, pode agravar o problema e aumentar a dor", recomenda Wever. Não faça uso de bolsa de água quente. O ideal é aplicar gelo no local a cada duas horas, entre 20 e 30 min, por até 48 horas.

Conheça outros problemas que afetam a bacia do corredor

Bursite trocantérica: é causada pelo atrito repetido do músculo tensor da fáscia lata sobre o trocânter maior do fêmur, que corresponde a parte lateral da coxa, próxima à bacia. "O fato de o músculo raspar (atritar) repetidas vezes contra o trocânter leva a uma inflamação que pode ser muito dolorosa", explica Wever. Mulheres são mais afetadas pelo problema devido à forma da pelve, mais larga que a dos homens. "A bursite pode estar associada ou ser confundida com inflamações dos tendões e músculos dessa região, quadros conhecidos como tendinites." O médico afirma que quem está com bursite deve, em primeiro lugar, interromper os treinos, porque é a corrida, afi¬nal, que gera o atrito. O tratamento também inclui uso de medicamentos. "Para que o corredor não perca condicionamento físico, ele pode optar pela natação, ideal nesse caso. A bicicleta ergométrica não é indicada porque ela gera um atrito semelhante ao da corrida."

Pubalgia: essa dor no púbis, o osso que fica no final do músculo do abdômen e faz parte do quadril, é uma das grandes causas de afastamento dos treinos. Afeta principalmente maratonistas e corredores de aven¬tura do sexo masculino. A bacia das mulheres se adapta melhor aos impactos desses esportes. A lesão pode ter diferentes causas: do uso de tênis ruins ao excesso de treinamento em pisos duros. Quanto mais tempo levar para o início do tratamento, mais demorada será a recuperação. Para os especialistas, a pubalgia é uma das lesões mais chatas, porque tem um diagnóstico complicado e tem tratamento difícil. Se não corrigida completamente, pode se tornar crônica e atrapalhar, e muito, a carreira do atleta.

Fratura por estresse: mais frequente em mulheres, afeta especialmente os corredores de longa distância. "O grupo mais susceptível a essa fratura são os novatos que começam a aumentar a sua quilometragem, intensidade ou frequência do treino de forma abrupta", explica Wever. Geralmente ocorrem na cabeça do fêmur, a região mais frágil desse osso. Essa área é submetida a forças enormes durante a corrida. Após milhares de repetições desse movimento, o osso pode sofrer uma fissura. O principal sintoma é a dor.

Dicas

Alongue antes e depois dos treinos.
Utilize tênis adequados para o seu tipo de pisada.
O descanso é tão importante quanto os treinos. Dê a devida atenção a ele.
Respeite os seus limites. Pegar pesado nos treinos não significa que você chegará mais rápido.
Se sentir muita dor, coloque gelo e procure um especialista antes de voltar a correr.
Preste atenção à sua postura quando estiver correndo.

Exercícios que vão fortalecer o seu quadril

O professor e coordenador de musculação e corrida Cacau Almeida,preparou um treino para fortalecer essa região. Faça 3 séries de 12 a 15 repetições no início. Quando o exercício se tornar muito fácil, aumente a carga. Faça este treino em dias alternados.

1. AVANÇO ALTERNADO DUMBELLS
Em pé, faça uma flexão do quadril/joelho e projete um passo à frente. Com a coluna reta, faça força para voltar à posição inicial, estendendo o quadril e o joelho.

2. FLEXÃO DO QUADRIL NA POLIA BAIXA
Em posição de avanço, coloque uma tornozeleira no pé que está atrás e prenda na polia baixa. Flexione o quadril com a perna de apoio fazendo a flexão do joelho (movimento próximo do que se utiliza na corrida). Se não estiver treinando em uma academia, você pode usar caneleiras.

3. EXTENSÃO DO QUADRIL NA POLIA MÉDIA
Com uma das pernas apoiadas no chão, mantenha a outra perna flexionada a 90° (o pé deve ficar na alça da polia). Estenda o joelho (movimento de força contrário ao exercício anterior), levando a perna para trás.

4. LEG PRESS NA MÁQUINA COM PLIOMETRIA
Apoie os pés e deixe que apenas as pernas façam o movimento de empurrar o aparelho com força. Quando estiver com as pernas quase estendidas, empurre com os pés, como se estivesse fazendo um salto. Volte à posição inicial bem devagar e repita o exercício.

5. ADUÇÃO NA CANELEIRA
Deite-se de lado e flexione a perna que está por cima. Com a outra perna, faça a adução do quadril sem deixar que o joelho estenda.

6. ABDUÇÃO NA CANELEIRA
Deite-se de lado e deixe a perna que está por cima fazer a abdução do quadril, mantendo o joelho flexionado. 7. AGACHAMENTO FIT BALL EM ISOMETRIA
Apoie a lombar no fit ball, mantendo a bola encostada na parede. Flexione os joelhos até formarem um ângulo de 90º e mantenha essa posição por 30s.

8. ELEVAÇÃO DO QUADRIL
Deite-se de barriga para cima e mantenha os joelhos flexionados e os pés afastados na largura do quadril. Coloque um peso (anilha, caneleiras...) sobre o quadril e eleve a pelve, contraindo bem os glúteos. Na volta, não deixe os glúteos tocarem o chão.

 
Referências:

Cramer et al (2004). Acute effects of static stretching on peak torque in women. J. of Strength and Conditioning Research, 18(2), 236-241.

Egan et al (2006). Acute effects of static stretching on peak torque and mean power output in national collegiate athletic association division I women’s basketball players. J. of Strength and Conditioning Research, 20(4), 778-782.

Little & Williams (2006). Effects of differential stretching protocols during warm-ups on high-speed motor capacities in professional soccer. J. of Strength and Conditioning Research 20(1), 203-207.

Bacurau et al (2009). Acute effect of a dynamic and a static flexibility exercise bout on flexibility and maximum strength. J. of Strength and Conditioning Research, v23, 304-308.



 Escrito por Rubio Alencar às 11h09 [] [envie esta mensagem] []






A fisiologia da tática: ganha quem corre mais ou quem joga mais?

 
Fadiga dos jogadores não está associada a um motivo exclusivo: "correr sem significado" não tem o mesmo desgaste do "correr com significado"
Diversas são as investigações científicas que buscam compreender a fadiga do jogador de futebol durante as partidas.

Em geral, tem se tentado associar uma possível queda de desempenho dos jogadores a fatores que vão desde o estado nutricional dos atletas até a melhor distribuição de cargas de treino ao longo dos dias de trabalho.

Um dos vilãos mais comumente apontados pela literatura especializada é o decréscimo nas reservas de glicogênio nos músculos envolvidos nas ações dos jogadores no jogo. Os principais argumentos para sustentar essa idéia (do vilão glicogênio) agrupam-se em análises que quantificam o glicogênio muscular pré e pós-partidas (e ainda intervalos dos jogos) e em rastreamentos que buscam apontar a diminuição das distâncias percorridas durante os jogos em “sprints” e em volume total.

Segundo Reilly, Drust, Clarke (2008), diversos estudos têm concordado que comparado ao 1º tempo de uma partida, o 2º tempo tem uma distância média percorrida pelos jogadores, menor. Os pesquisadores Mohr, Krustrup, Bangsbo (2003), por exemplo, apontam que em jogos analisados no seu estudo a distância percorrida pelos jogadores no 1º tempo foi em média 160 metros maior do que no 2º tempo.

Exceto no último jogo entre as equipes do Chelsea FC e do FC Barcelona em Londres, todas as demais partidas tiveram uma diminuição na distância total percorrida pelas equipes do 1º para o 2º tempo. Notemos que em média a variação dessa distância esteve em torno de -3.94%, tendo seu maior valor alcançado pela equipe do Manchester United em sua segunda partida contra a equipe do Arsenal FC (-9.04%).

Vale a pena destacar, porém, que estatisticamente as pesquisas científicas que têm investigado as distâncias percorridas pelos jogadores em partidas de futebol no mundo todo não têm encontrado diferenças significantes (sob o ponto de vista estatístico) entre os valores obtidos nos 1º e 2º tempos dos jogos.

Quando observamos a diferença entre as distâncias percorridas em alta intensidade, a variação percentual entre os dois tempos da partida de futebol aumenta. Com base em Barros et al (2007) que observou jogos entre equipes brasileiras, ela chega a -15.73% para corridas entre 19 km/h e 23 km/h, e aproximadamente -10.82% para sprints com velocidade igual ou superior a 23 km/h.

Concomitantemente a esses fatos, estudos têm demonstrado que comparada as condições iniciais, a quantidade de glicogênio muscular de jogadores após partidas de futebol tem uma diminuição significante; cerca de -43.20% na média.
 
 Com diminuição tão acentuada na quantidade total de glicogênio muscular, com o fato de que seu restabelecimento dar-se-á através do consumo de carboidratos e que o preenchimento total dos estoques nos músculos pode levar mais do que 72 horas (algumas pesquisas apontam 48 horas, mas estudos específicos com jogadores de futebol têm demonstrado que esse tempo é maior após o desgaste de um jogo de 90 minutos), deveríamos acreditar realmente que a escassez nesse “combustível” por parte de uma equipe a levaria a drásticas consequências em uma partida de futebol.

Mas vamos aos fatos. A outros fatos.

Em 1982, os jogadores da seleção de futebol do Kuwait, então dirigido por Carlos Alberto Parreira, por ocasião do Ramadã, mergulharam em períodos de jejum total durante a Copa do Mundo da Espanha, sendo mais problemático o realizado entre o 2º jogo (contra a França) e o 3º jogo (contra a Inglaterra) da 1ª fase da competição. Desgastada pela sequência de partidas e já em seu último confronto, os kuwaitianos em jejum enfrentaram a seleção inglesa, em um jogo em que por diversos motivos (inclusive o jejum) as apostas apontavam para um “passeio” (massacre, atropelo, etc.) dos ingleses. O resultado do jogo: Inglaterra 1 vs 0 Kuwait; e nada de passeio.

Como seria possível que o kuwaitianos tivessem jogado – sem desconsideramos suas outras limitações – em “bom nível físico”?

Obviamente, como já disse anteriormente, a fadiga de jogadores em partidas de futebol não está associada a um motivo exclusivo. O que ocorre é uma associação de fatores que juntos contribuem para a queda de performance das equipes em jogos de futebol.

Medir a performance a partir de “distância total percorrida”, “distância percorrida em alta intensidade” ou “número de sprints” durante jogos, e ainda, associá-la a este ou aquele fator, única e simplesmente, é desconsiderar por completo a essência complexa do jogo.

O “correr sem significado” não tem o mesmo desgaste do “correr com significado”; o “correr sem significado”, no âmago das coisas, não é nem de longe parecido com o “correr com significado”.

O “correr sem significado” é movimento sem sentido, enquanto que o “correr com significado” é ação com jogo.

Olhar para dados referentes às distâncias percorridas em jogo numa perspectiva complexa é entender que eles são sintomas de um jogar, e não causa do jogo.

Enquanto acreditarmos que eles são causa, continuaremos acreditando que dados relativos as distâncias percorridas em jogo e números de sprints são reflexos de uma performance ingenuamente chamada de “física”, influenciada diretamente pelos níveis de glicogênio nas fibras musculares.

Quando entendermos que eles são sim sintomas de um jogar, aí... Bom aí pode ser que já tenhamos errado o planejamento e perdido o jogo.

 
Este ano com minha equipe da ARABIA SAUDITA fiz uma pré temporada de 20 dias em pleno Hamadam, tendo que trabalhar condicionamento fisico,técnico e tatico e com quatro amistosos sendo dois jogos por semama, e contra equipes europeias. O grupo todo ficava em torno de 12 horas sem agua e comida. As 18:00 era  servida uma refeição pequena  para quebrar o longo tempo sem alimentos. A seguir iniciava o treino normalmente, e so ápos o final de todo treinamneto era servido o jantar as 21:00.  Isso foi por 30 dias seguidos, e tendo um aproveitamento otimo nos amistosos.
Agora eu me pergunto o que é o certo. Seguir uma programação de treinamento montada pelos treinadores ou seguir o regulamento da religião dos jogadores e nos amistosos aonde avaliação é total aguardar que a qualidade individual de cada jogador faça a difereça.
 

 
AMIGO muita luz,paz e harmonia para todos e uma otima temporada fiquem com DEUS
 
 
Coach Stefano Impagliazzo



 Escrito por Rubio Alencar às 10h58 [] [envie esta mensagem] []






A Importância da Recuperação Muscular no Pós-treino
Saúde & Performance - Dicas Gerais 

Uma dieta deficiente em carboidratos reduz rapidamente o glicogênio muscular e hepático e, subseqüentemente, reduz o desempenho nos exercícios intensos e de curta duração, assim como nas atividades prolongadas.

A redução do conteúdo das reservas de glicogênio (muscular/hepática) está associada à ocorrência de fadiga. Para melhorar a performance, os CHO são consumidos antes, durante e depois do exercício.A reposição do glicogênio utilizado após o exercício é um aspecto fundamental na recuperação da capacidade de endurance. A preocupação quanto ao tipo, freqüência e quantidade do consumo de CHO merece atenção, principalmente quando o indivíduo necessita de reposição rápida do estoque (entre 4 a 6 horas). Quando a reposição é considerada no contexto de 24 horas após o exercício, essas preocupações quanto a particularidades na administração do carboidrato, em geral, não se justificam.

Dada a importância dos carboidratos para a performance de exercícios aeróbios de longa duração, recomenda-se que indivíduos que se exercitam regularmente devam consumir uma dieta entre 55%- 70% de seu total calórico na forma de carboidratos.

Quanto ao tipo de carboidrato a ser consumido, glicose e sacarose são os que possuem a maior capacidade de repor glicogênio muscular quando comparados com a frutose, nas 6 primeiras horas após o exercício em virtude de seu elevado índice glicêmico. Essas refeições se revelam extremamente eficazes com uma dose de 0,7 g/Kg de peso corporal, quando feitas a cada duas horas, no transcorrer das seis horas após o exercício.

O crescimento muscular ocorre em três fases:

1. Estimulação: O stress, causado durante o treinamento pelas sobrecargas metabólicas e tensionais, provoca microlesões nos músculos envolvidos que caracterizam a estimulação.

2. Recuperação: envolve tanto a reparação dessas microlesões como também o restabelecimento energético num patamar superior ao anterior. Esta fase de recuperação é fundamental para o desenvolvimento muscular afim de se preparar para estímulos subseqüentes mais intensos. Se o atleta não estiver completamente recuperado e houver fornecimento de nova sobrecarga, a musculatura responderá de maneira negativa desfavorecendo o desenvolvimento muscular. Em se tratando do treinamento de hipertrofia muscular, acredita-se que a recuperação ocorra entre 48 e 72 horas, considerando uma alimentação adequada e outros fatores, tais como o descanso.

3. Crescimento: O processo de crescimento muscular, portanto, ocorre em sua maior parte não durante o treinamento e sim no período de descanso.A síndrome do overtraining se manifesta primariamente no sistema nervoso, depois alcançando o sistema muscular.

Recuperação pós-exercício:

Imediatamente após o exercício: 1 a 2 horas após do treino, os músculos que estavam ativos se preparam para restabelecer a energia gasta e maximizar a entrada de nutrientes. Este é o estado em que o corpo se encontra mais receptivo à absorção e armazenamento de energia.

Geralmente o corpo experimenta uma diminuição natural de insulina circulante durante o exercício, esta situação é superada por uma mudança nas células do músculo exercitado. Acredita-se que durante o exercício físico uma determinada proteína presente na membrana da célula é ativada por gatilhos de receptores de insulina, permitindo que a glicose entre na célula sem depender da insulina, este fenômeno é conhecido como fase insulino-independente.Esta fase ocorre até duas horas após a atividade física.

Quando consumimos um alimento, a insulina é lançada no organismo, mas quando é lançada na fase insulino-independente teremos dois mecanismo que agem para levar nutrientes para as células do músculo trabalhado. Ambos os processos fazem com que os nutrientes entrem nas células mais rapidamente, neste período importante para a recuperação.

Estudos demonstram que uma dieta adequada em carboidratos e proteínas cria uma resposta insulínica mais eficiente na recuperação do glicogênio muscular e para o anabolismo.

Síntese de glicogênio muscular

Em média, apenas 5% do glicogênio muscular utilizado durante o exercício é ressintetizado a cada hora após o exercício. Da mesma forma, para que a restauração seja total, são necessárias pelo menos 20h após a prática de exercícios intensos, desde que sejam consumidos carboidratos em quantidades adequadas.

Durante dias consecutivos de competição, ou de treinamento intenso, recomenda-se que os atletas consumam carboidratos entre 15 a 30 minutos após o exercício com porções adicionais a cada 2-3h.

No caso de treinos de endurance, a restauração do glicogênio muscular é um fator fundamental para o rápido restabelecimento da capacidade de realizar o exercício. Mesmo sem a ingestão de carboidratos, a reposição do glicogênio muscular pode ocorrer a partir da reutilização do lactato produzido durante o exercício intenso (o processo de recuperação ativa potencializa essa conversão). Acredita-se, porém, que a contribuição do lactato é pouco significativa para a recuperação do glicogênio muscular como um todo.

Referências bibliográficas

TERJUNG, Ronald L. Adaptações Musculares ao Treinamento Aeróbio. Gatorade sports science institute sports science exchange 14. Novembro/Dezembro - 1997.

COYLE, Edward F. Carboidratos e Desempenho Atlético. Gatorade sports science institute sports science exchange 09. Janeiro/Fevereiro - 1997.

RANKIN, Janet Walberg. Efeito da ingestão de carboidratos no desempenho de atletas em exercícios de alta intensidade. Gatorade sports science institute sports science exchange 30. Julho/Agosto/Setembro - 2001.

BACURAU, Reury Frank. Nutrição e suplementação esportiva-, Phorte Editora, 2000.

KATCH, Frank I. & MCARDLE, William D. Nutrição, exercício e saúde., Ed Medsi, 4ªed, 1996.

WOLINSKY , Ira; HICKSON James F. Nutrição no exercício e no esporte, ED. ROCA, 2ª ed, 1996

 
Coach Stefano Implagliazzo



 Escrito por Rubio Alencar às 14h31 [] [envie esta mensagem] []






Entrevista para o Blog Coach Zone

Leia na íntegra a entrevista feita pelo Blog Coach Zone sobre modelos de jogo e também falando um pouco sobre minha carreira e minha ligação com o futebol profissional.

http://thecoachzone.blogspot.com/2011/09/entrevista-al-profesor-rubio-alencar.html

 



 Escrito por Rubio Alencar às 14h08 [] [envie esta mensagem] []






ENTREVISTA PARA A TV TEM AFILIADA DA REDE GLOBO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO E REGIÃO, NO JOGO AMISTOSO CONTRA O MIRASSOL F.C.



 Escrito por Rubio Alencar às 21h37 [] [envie esta mensagem] []






CAMPANHA NA EQUIPE DO OLÍMPIA F.C. NA SEGUNDA DIVISÃO PAULISTA 2011

 

TERMINAMOS O PRIMEIRO TURNO DE CLASSIFICAÇÃO NO GRUPO 2 DA SEGUNDA DIVISÃO PAULISTA EM TERCEIRO LUGAR COM 11 PONTOS, ATRÁS DO OLÉ BRASIL COM 12 PONTOS EM SEGUNDO E BARRETOS COM 14 PONTOS EM PRIMEIRO.

TEMOS UM APROVEITAMENTO DE 61,1% DOS PONTOS DISPUTADOS DEPOIS DE 6 JOGOS E AINDA TENDO MAIS 6 PARTIDAS A SEREM DISPUTADAS ATÉ O FINAL DO RETURNO, ONDE DESTES 6 JOGOS TEREMOS 3 JOGOS EM CASA ( OLÉ BRASIL, GUARIBA E AMÉRICO BRASILIENSE), E MAIS 3 JOGOS FORA (JABOTICABAL, MATONENSE E BARRETOS).

COM 10 GOLS MARCADOS E 4 GOLS SOFRIDOS, NOSSA EQUIPE TEM UM SALDO DE 6 GOLS E ESTAMOS ENTRE OS 10 TIMES COM MELHORES SALDOS DE GOLS DO CAMPEONATO, SENDO QUE NOSSA DEFESA É UMA DAS MENOS VAZADAS.

PORTANTO ESTAMOS FINALIZANDO O PRIMEIRO TURNO NUMA BOA SITUAÇÃO E TEMOS EXCELENTES POSSIBILIDADES DE PODER SUBIR PARA A SÉRIE A3 DO CAMPEONATO PAULISTA EM 2011.

VAMOS TRABALHAR CADA VEZ MAIS NESTE OBJETIVO DE LEVAR O OLÍMPIA PARA A SÉRIE A3 DO CAMPEONATO PAULISTA 2012 !!!!!


 



 Escrito por Rubio Alencar às 21h30 [] [envie esta mensagem] []






GOLS DO JOGO OLÉ BRASIL 0 X 3 OLIMPIA PELA SEGUNDA DIVISÃO DO PAULISTA 2011



 Escrito por Rubio Alencar às 21h18 [] [envie esta mensagem] []






Divulgação do trabalho realizado no Olimpia F.C.

Matérias veiculadas nos canais de imprensa digital

 

http://www.futebolinterior.com.br/segundona/news.php?id_news=177753

 

http://www.futebolinterior.com.br/segundona/news.php?id_news=177710

 

http://www.futebolinterior.com.br/segundona/news.php?id_news=177403&id_clube=55&clube=Ol%C3%ADmpia

 

http://www.futebolinterior.com.br/segundona/news.php?id_news=176962&id_clube=55&clube=Ol%C3%ADmpia

 

http://www.futebolinterior.com.br/segundona/news.php?id_news=176962&id_clube=55&clube=Ol%C3%ADmpia

 

http://www.futebolinterior.com.br/segundona/news.php?id_news=176161

 

http://www.futebolpaulista.com.br/info_texto.php?cod=47769

 





 Escrito por Rubio Alencar às 19h52 [] [envie esta mensagem] []






AVALIAÇÃO FÍSICA DOS JOGADORES DO OLIMPIA F.C.



 Escrito por Rubio Alencar às 21h11 [] [envie esta mensagem] []








 Escrito por Rubio Alencar às 21h10 [] [envie esta mensagem] []








 Escrito por Rubio Alencar às 21h07 [] [envie esta mensagem] []








 Escrito por Rubio Alencar às 20h56 [] [envie esta mensagem] []






LEITURA QUE NOS ENRIQUECEM

NO FUTEBOL AINDA ESTAMOS ENGATINHANDO EM TERMOS DE PUBLICAÇÕES SOBRE O ASSUNTO, MAS EXISTEM ALGUMAS BIBLIOGRAFIAS INTERESSANTES NO MERCADO EDITORIAL QUE VALEM A PENA SEREM LIDAS E ATÉ MESMO NÃO RETRATANDO SOBRE O ASSUNTO FUTEBOL, MAS QUE PODEM ENRIQUECER NOSSOS CONHECIMENTOS EM OUTRAS ÁREAS LIGADAS Á NOSSA ATIVIDADE.

LITERATURA SOBRE METODOLOGIA DE TREINAMENTOS ESTÃO POUCO A POUCO SENDO ENCONTRADAS NAS LIVRARIAS E MUITO DIFUNDIDAS PELA INTERNET, MAS COMO SOU LEITOR DE CARTEIRINHA E PROCURO SEMPRE ME ATUALIZAR COM BOAS OBRAS, VOU INDICAR ALGUNS LIVROS QUE NOS ÚLTIMOS DOIS MESES ME CHAMARAM A ATENÇÃO PELA QUALIDADE DAS MESMAS.

O PRIMEIRO LIVRO QUE VOU INDICAR É A OBRA DO PROFESSOR JOSÉ TEIXEIRA PUBLICADA PELA EDITORA PHORTE ´´50 ANOS POR DENTRO DO FUTEBOL - HISTÓRIAS E BASTIDORES`` ONDE ELE ESCREVE SOBRE SUA TRAJETÓRIA VITORIOSA NO FUTEBOL PROFISSIONAL DESDE O INÍCIO NO SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE ATÉ OS TRABALHOS QUE AINDA HOJE ELE EXECUTA COM MUITO PROFISSIONALISMO E COMPETÊNCIA COMO GERENTE DE FUTEBOL, COORDENADOR TÉCNICO.

DESCREVE TAMBÉM SUA PASSAGEM PELAS DIVERSAS EQUIPES DE FUTEBOL COMO TREINADOR DO CORINTHIANS, BAHIA, NOROESTE, SANTOS, GUARANI, ITUANO, INTERNACIONAL DE LIMEIRA, TAUBATÉ,  NOVORIZONTINO, SELEÇÕES PAULISTAS E BRASILEIRAS, E EQUIPES NO EXTERIOR COMO O MILIONÁRIOS DE BOGOTÁ, AL NASR SAUDI CLUB DA ARABIA SAUDITA, AL SHABAB AL ARABI CLUB DOS EMIRADOS ARABES, TOKYO GAS DO JAPÃO.

UMA ÓTIMA LEITURA PARA QUEM GOSTA DE HISTÓRIAS DO FUTEBOL E QUE MOSTRA O DIA-A DIA DE UM TREINADOR DE FUTEBOL, SUAS ATRIBUIÇÕES, EXPERIÊNCIAS, RELATOS, TOMADAS DE DECISÕES, SUA FORMA DE ORGANIZAR OS DIVERSOS DEPARTAMENTOS NUMA EQUIPE PROFISSIONAL DE FUTEBOL.

OUTRO LIVRO QUE TAMBÉM LI E QUE DESCREVE A LIDERANÇA DE UM TREINADOR NA FRENTE DE UMA EQUIPE É A OBRA DE JOHN WOODEN - STEVE JAMISON ´´JOGANDO PARA VENCER``- APRESENTAÇÃO E COMENTÁRIOS DE BERNARDINHO, ONDE DESCREVE A FILOSOFIA DE SUCESSO DO MAIOR TÉCNICO DE BASQUETEBOL DE TODOS OS TEMPOS, PUBLICADO PELA EDITORA SEXTANTE QUE FAZ PARTE DA COLEÇÃO - NA VIDA COMO NO ESPORTE.

MENCIONA A FORMA COMO O TREINADOR JOHN WOODEN, QUE FOI TREINADOR DE ASTROS DO BASQUETE COMO KAREEM ABDUL-JARBAR, CONDUZIA SEUS ATLETAS PARA O SUCESSO TANTO NAS QUADRAS COMO TAMBÉM NA FORMAÇÃO DO CARÁTER DE SEUS COMANDADOS, O GERENCIAMENTO DE GRUPO EM QUE ELE PEDIA INSISTENTEMENTE QUE CADA INDIVÍDUO DO GRUPO DESSE O SEU MELHOR EM TODOS OS MOMENTOS NÃO SE PREOCUPANDO COM OS RESULTADOS FINAIS DAS PARTIDAS.

ESTAMOS NUMA ERA GLOBALIZADA TAMBÉM NA INFORMAÇÃO ADVINDA DA INTERNET, TV, E DIVERSAS FORMAS DE MÍDIA ONDE TEMOS QUE ESTAR PREPARADOS PARA QUANDO FORMOS SOLICITADOS, NOS POSICIONAR BEM COMO PALESTRANTES, ENTREVISTADOS, E FORMADORES DE OPINIÃO COMO SOMOS QUANDO AS DIVERSAS MÍDIAS SOLICITAM NOSSAS OBSERVAÇÕES.

BASEADO NISTO, LI O LIVRO INTITULADO ´´MEDIA TRAINING - COMO CONSTRUIR UMA COMUNICAÇÃO EFICAZ COM A IMPRENSA E A SOCIEDADE`` DOS AUTORES NANCY ALBERTO ASSAD E REINALDO PASSADORI, ONDE NOS PASSA DICAS DE COMO LIDAR COM A MIDIA EM GERAL SEJA ELA FALADA OU ESCRITA.

NOS ORIENTA SOBRE COMO SE PRODUZ NOTÍCIA NA MIDIA ESCRITA, TELEVISIVA, INTERATIVIDADE NA INTERNET ATRAVÉS DE BLOGS, HOME PAGES, PERFIS NO TWITTER, ONDE DESCREVEM DE QUE FORMA TEMOS QUE NOS PREPARAR PARA RESPONDER COM BOA POSTURA E CONDUTA OS QUESTIONAMENTOS ORIUNDOS DESTAS MÍDIAS E O PORQUE NECESSITAMOS DELAS.

QUE TENHAM UMA EXCELENTE LEITURA!!! ATÉ A PRÓXIMA.

 

 



 Escrito por Rubio Alencar às 22h21 [] [envie esta mensagem] []






Os exercícios integrados no Futebol

Os exercícios de treino, em qualquer modalidade esportiva, são a principal ferramenta de trabalho de treinadores e preparadores físicos. É através deles quejogadores e equipes buscam o maior desenvolvimento de suas capacidades de jogo.

O objetivo deste texto é discutir uma metodologia específica de exercícios que pode ser usada para a melhoria das capacidades físicas, porém, a nteriormente à esta discussão, fez-se necessário entender um pouco a respeito da história da Preparação Física (PF) aplicada a o futebol.

A PF no Futebol, bem como em outros esportes coletivos, teve seu grande “boom” de desenvolvimento durante a década de 70. Alguns pesquisadores sobre o assunto afirmam que o período anterior aos anos 70 pode ser considerado como a pré–história da PF.

O principal motivo que culminou no grande desenvolvimento da PF foi a descoberta dela enquanto diferencial competitivo, ou seja, as equipes melhores condicionadas fisicamente começaram a conquistar mais vitórias.

Assim, houve uma corrida em busca de profissionais preparados a desenvolver estas capacidades nos atletas, aparecendo desta maneira uma figura muito importante no cotidiano atual do Futebol, o preparador físico.

Porém, naquela altura os profissionais mais preparados para desenvolver este tipo de trabalho não se encontravam no Futebol, e sim no Atletismo, na Natação, no Levantamento de Peso, entre outras modalidades individuais, com características bem diferentes do Futebol (Espín, 2002 e Bezerra. 2001). Desta maneira a metodologia empregada na PF do Futebol também foi “importada” destes esportes, metodologia esta que era baseada na Teoria do Treinamento de Matveév.

Nos dias de hoje, em centros de excelência no treinamento do Futebol há uma busca cada vez maior pelo aumento da especificidade no treinamento. Uma das alternativas para resolver este problema é a utilização de exercícios que contemplem uma estrutura de rendimento que seja próxima à realidade do jogo. Para isto, estes exercícios devem conter componentes técnicas, táticas, estratégicas, físicas e até mesmo psicológicas que são encontradas no jogo de Futebol. Estes exercícios são chamados de exercícios integrados (Chirosa Rios e Chirosa Rios, 2002).

Sá (2001, p. 20) afirma que estes exercícios, sob a forma de jogos reduzidos, possuem elevada ligação aos problemas de jogo, ou seja, com os problemas que tanto jogadores, quanto equipes, devem resolver dentrodo campo.

Giménes (1999) afirma que através da manipulação de algumas variáveis nos jogos reduzidos é possível induzir o comportamento dos jogadores e conseqüentemente induzir a orientação para os diferentes problemas de jogo. Estas variáveis são:

  • bola: tamanho, peso e quantidade;
  • metas: tamanho, número e até mesmo na forma de se atingi–la (a meta pode ser transformada em zonas específicas no campo, tempo de posse de bola, número de passes consecutivos, entre outras);
  • espaço: dimensões e forma;
  • jogadores: quantidade;
  • tempo: duração;
  • regras: podem ser adicionadas regras que vão limitar ou induzir a ação dos jogadores; ex: número de toques consecutivos na bola permitidos por jogador, obrigatoriedade de circulação de bola pelos integrantes da equipa, entre outras.

Segundo Puygnaire e col. (2003), é possível também atingir um objetivo físico determinado, durante a realização de um jogo reduzido, através da manipulação destas mesmas variáveis supracitadas. Ou seja, a manipulação destas variáveis vai provocar também a modulação da intensidade do exercício no jogo reduzido, e assim, atingir uma capacidade física específica. Para Ferreira (2002), no treino desportivo podem ser consideradas cinco grandes zonas de intensidade. Segundo o mesmo autor anteriormente citado, o treino nestas zonas de intensidade promoverá no organismo algumas adaptações específicas:

 

Quadro 1: Zonas de intensidade e suas adaptações específicas no organismo (adaptado de Ferreira, 2002 e Chamoux e col., 1988) Puygnaire e col. (2003) sugerem alguns jogos reduzidos para o treino em algumas das zonas de intensidade citadas anteriormente:

Capacidade Aeróbia:

– A duração do exercício deverá situar–se entre 25 e 50 minutos; a intensidade, determinada pela FC, deve situar–se entre 140 e 160 bpm (aproximadamente 80% FCmáx).

– Duas equipas de oito jogadores enfrentam–se num espaço de 50×40 metros; o objetivo é a manutenção da posse de bola dentro deste espaço. Marca um ponto a equipa que fizer oito passes consecutivos.

– O jogo reduzido possui duas partes de 10 minutos com cinco minutos de intervalo.

Potência Aeróbia:

– Volume de trabalho de aproximadamente 20 minutos; o tempo de trabalho deverá ser igual ao tempo de recuperação (entre jogos); a FC deve situar–se entre 170 e 190 bpm (aproximadamente 90% FCmáx);

– Atuam 12 jogadores mais dois guarda redes, na zona central da metade do campo (meio campo de comprimento e a largura se estende pelo tamanho da área) joga–se 3×3;

– Realizam–se oito repetições de dois minutos e 30 segundos de trabalho com descanso ativo em mesmo intervalo (um grupo trabalha e outro recupera).

A partir dos exemplos apresentados anteriormente, pode–se notar que as variáveis manipuladas nos jogos reduzidos foram: a meta, no primeiro exemplo, que passou a ser o número de passes consecutivos e, em ambos os exemplos, o número de jogadores, o espaço e o tempo foram reduzidos.

O Quadro 2 apresenta alguns valores de referência para a construção a partir da modulação das variáveis anteriormente citadas, como tempo de jogo, número de jogadores, campo de jogo, regras, entre outras, de exercícios integrados que visem o treino da capacidade anaeróbia e da potência anaeróbia.


Quadro 2: Valores de referência para a construção de exercícios integrados para o treino de capacidade anaeróbia e potência anaeróbia (adaptado de Ferreira, 2002)
Conclusões

Observamos com esta discussão uma alternativa para o treinamento físico aos exercícios com origens em modalidades individuais, mais freqüentemente observados sob a forma de corridas, que por isto podem ser considerados bastante inespecíficos ao jogo de futebol. Porém, em nenhum momento neste texto foi defendida a substituição de um tipo de exercício em detrimento de outro.

Podemos consideram sim que ambos os métodos possuem utilidade, e que cabe ao treinador, ou preparador físico, saber optar por aquele que melhor vai resolver seus problemas e ajudar a obtenção de seus objetivos.

Referências:
Bezerra, P. (2001). Pertinência do exercício de treino no futebol. Treino Desportivo. n. 15. v. 3. p. 23–27.

Chamoux, A.; Fellmann, N.; Mombaerts, E.; Catilina, P.; Couldert, J. (1988). Football professionnel – sur le terrain, suivi de l’entrâinement par la fréquence cardiaque et la lactatémie. Medicine du Sport, n. 62, v. 2, p. 88–93.

Chirosa Rios, L. J.: Chirosa Rios, I. (2002). El trabajo integrado dentro del entrenamiento de un procedimiento de juego en Balomano. Asociacion de Entrenadores de Balomano. Revista Digital–http://www.aebm.com. Ref. Comunicação Técnica 176.

Espín, J. M. (2002). Entrevista de metodología y planificación. Training Fútbol , n. 74, p. 9–17.

Ferreira, A. P. (2002). O treino em Circuito – uma solução para (também) treinar resistência nos jogos desportivoscolectivos. Treino Desportivo, n. 17, ano IV, p. 29–33.

Giménes, A. M. (1999). Efectos de la manipulación de las variables estructurales en el diseño de juegos modificados de invasión, Educación Física y Deportes. Revista Digital–http://www.efdeportes.com . ano 4, n. 16.

Puygnaire, A. R.; Sánchez, J. S.; Cabezón, J. M. Y. (2003). El entrenamiento aeróbio del futbolista. Educación Física y Deportes. Revista Digital–http://www.efdeportes.com, n. 58, ano 8.

Sá, P. (2001). Exercícios complexos de treino – influência das variáveis espaço, tempo, e número de jogadores na intensidade do esforço de um exercício de treino. Tese de Mestrado. FCDEF–UP



 Escrito por Rubio Alencar às 21h01 [] [envie esta mensagem] []






Treinamento de Velocidade     
 
 Brett kirsey , treinador de atletismo.
 Pesquisador do instituto de ciências do esporte da Austrália – Artigo publicado em 2009

 Algumas pessoas simplesmente nascem velozes. Após anos estudando ciências do esporte, tive que aceitar que a dura realidade é que o desempenho esportivo assim como o desenvolvimento físico é primariamente determinado pelo seu DNA. Agradeça seu pai e mãe pelo presente de Fibras Rápidas (TIPO II) ou a falta delas. Isso significa que aqueles quem não foram assim tão favorecidos geneticamente devam desistir? De fato não. Apesar da genética ser o fator primário no desempenho de velocidade, ainda existem diversos outros fatores que podem aumentar seu potencial de velocidade. Técnica, tempo de reação, taxa de desenvolvimento de força, aceleração, força e potência muscular são variáveis que elevam a velocidade ao máximo.

A não ser no esporte, ser rápido não tem tanta importância. Claro que velocistas como Michael Johnson devem ser rápidos para vencer. Mas Michael Jordan também deve correr rápido para ganhar. Não nos esqueçamos dos jogadores de futebol americano, baseball, futebol,… Escolha um esporte, e eu aposto na velocidade como fator determinante. Como esses atletas treinam de maneira diferente das tradicionais séries de musculação que encontramos em diversas revistas e publicações da mídia? Pense em especificidade. Especificando, pense em utilizar movimentos no treino que estão em proximidade com a corrida, e execute esses movimentos de maneira que atinja as demandas energéticas apropriadas para seu esporte. Focalize o treino nas suas fibras rápidas e deixe as fibras lentas pra lá! Seja específico a velocidade.

Correr na esteira ou pedalar na bicicleta de spinning são excelentes atividades físicas, mas não te acrescentam em nada em melhorar sua velocidade de corrida. Se você quer correr rápido, então corra rápido. Utilize o movimento que mais se assemelha a sua atividade que queira melhorar. Outras atividades como pedalar não tem tanta transferência para a velocidade da corrida como correr propriamente. Na academia isso significa sair do banco de supino e ir pro rack de agachamento. Correr é primeiramente extensão do quadril. Agachamento é primeiramente extensão do quadril. Para ser mais específico você pode agachar uma perna por vez. O melhor jeito de fazer isso é segurando um par de halteres nas mãos e subindo num step ou banco. O afundo também pode ser usado como exercício para a corrida, mas costuma ser menos explosivo. Para imitar a ação explosiva da extensão do quadril da corrida, tente exercícios como o arremeso do levantamento olímpico saindo com a barra do solo. Faça uso do levantamento Stiff para os músculos posteriores e exercícios de abdominal para força e estabilidade do tronco. é disso que se trata a especificidade mecânica.

A especificidade metabólica é o próximo passo para maximizar o desenvolvimento da sua velocidade durante os treinos. Seu corpo tem 03 fontes de produção de enegia: sistem ATP-CP, metabolismo glicolítico e o oxidativo. O sistema ATP-CP fornece energia rapidamente e predominantemente em atividades de até 10s de duração. Por que um atleta querendo desenvolver a velocidade em modalidades que tenham corridas intensas e mudanças de direção (como futebol, basquete, baseball…) faz corridas extensas ′aeróbicas′ como correr 10 km? Não deveria. Isso vai contra a especificidade metabólica. Treine o sistema energético específico do seu esporte. A maior distância a ser percorrida no futebol é 100m, que deve durar menos de 15s. Quando treinando pra melhora a velocidade ou aceleração, utilize distâncias e tempos iguais ou menores ao seu esporte. A tabela 01 abaixo explica isso.

O terceiro modo de melhorar sua velocidade é treinar focalizado na suas fibras rápidas. Essas fibras são estimuladas por atividades de alta intensidade e curta duração. Treinamentos com pesos de alta intensidade e repetições de sprints curtos irão estimular corretamente essas fibras. Igualmente importante é não estimular as fibras lentas ao mesmo tempo. Essas fibras não ajudam a melhorar a velocidade. Fazendo grandes séries de repetições (15 ou mais) ou correndo grandes distâncias corre-se o risco de converter as fibras rápidas intermediárias em lentas. Sendo isso um modo de diminuir sua velocidade.

As tabelas a seguir são um exemplo de um programa de 6 semanas para aumentar a velocidade. Pra cada modalidade deve-se variar as distâncias percorridas. Nesse exemplo utilizei uma distância intermediária (50m) como distância objetivo. Faça um teste antes e após e veja o quão rápido você ficou.

 

 


 Coach Stefano Impagliazzo



 Escrito por Rubio Alencar às 20h58 [] [envie esta mensagem] []




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